Santander vê Hypera (HYPE3) como uma das ‘principais convicções’ em um ambiente macro volátil, mas corta preço-alvo
O Santander Brasil fixou o preço-alvo para Hypera (HYPE3) de R$ 29, o que implica um potencial de valorização de 43,28% em relação ao fechamento anterior (21), ao considerar o capital de custo elevado. Antes, a precificação para 2026 era de R$ 30,50 por ação.
Ainda assim, o banco manteve a recomendação de compra para o ativo, uma vez que há uma oportunidade de entrada na ação após a forte queda registrada na véspera.
“Em nossa avaliação, a execução operacional da companhia tem ocorrido em linha com as expectativas, sem surpresas relevantes, sejam elas positivas ou negativas. Isso reforça nossa visão favorável sobre a resiliência do modelo de negócios da indústria farmacêutica e sua capacidade consistente de geração de caixa”, afirma o banco.
Segundo o Santander, hoje, a Hypera negocia a um múltiplo de preço sobre lucro (P/L) ajustado projetado para 2027 de 6,6x, abaixo da média histórica dos últimos três anos menos um desvio-padrão.
Além disso, o banco enxerga um potencial limitado para revisões negativas das estimativas de lucro do consenso, uma vez que as projeções do banco estão, de maneira geral, alinhadas às estimativas do mercado.
Na avaliação do Santander, mais importante do que o múltiplo de P/L é o rendimento de fluxo de caixa livre (FCF yield), por reduzir os ruídos decorrentes de ajustes contábeis que afetam a demonstração de resultados.
Nas estimativas do banco, a previsão é de que a Hypera entregue um rendimento de FCF de aproximadamente 9% em 2026 e de 12% em 2027.
Para o Santander, a farmacêutica é uma das principais convicções de investimento para atravessar um ambiente macroeconômico mais volátil no Brasil.
Por volta das 15h57 (horário de Brasília), HYPE3 operava estável (0,0%), a R$ 20,24.
Melhora no capital de giro
Para o Santander, a Hypera concluiu com sucesso o processo de otimização do capital de giro e já opera com um prazo médio de recebimento de aproximadamente 60 dias, patamar observado ao longo dos últimos trimestres.
A próxima etapa de melhoria está relacionada aos estoques, que permaneceram elevados durante o processo de otimização do capital de giro.
“Neste momento, acreditamos que os estoques têm potencial para começar a recuar já no segundo trimestre de 2026, com continuidade dessa melhora ao longo do segundo semestre do ano“, afirma o banco.
Como resultado, a projeção para a necessidade de investimento em capital de giro poderá cair para menos de 30% da receita nos próximos trimestres, o que deverá contribuir para um nível estruturalmente mais elevado de geração de caixa.
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