Ibovespa cede à pressão de Wall Street e começa semana em leve queda; dólar sobe a R$ 5,11
O Ibovespa (IBOV) cedeu à pressão do exterior e terminou o primeiro pregão da semana, a ser marcada por dados de inflação, em tom negativo.
Nesta segunda-feira (10), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,19%, aos 172.179,93 pontos.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1107, com alta de 0,53%.
Por aqui, o cenário eleitoral começou a concentrar as atenções dos investidores. Os partidos, federações e coligações têm até o próximo sábado (15) para fazer o registro das candidaturas e planos de governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além disso, na nona pesquisa BTG Pactual/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 47% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno.
Mesmo com a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro aumentando de 1 ponto para 3 pontos porcentuais, os dois candidatos seguem empatados tecnicamente no segundo turno, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.
Altas e quedas do Ibovespa
As perdas do Ibovespa foram limitadas pelas petroleiras, com a valorização de 5% do barril do Brent no mercado internacional, em meio aos impasses sobre o Estreito de Ormuz.
Prio (PRIO3) liderou a ponta positiva do IBOV, com alta de 6,60% (R$ 61,24). Além da alta nos preços do petróleo, a companhia foi beneficiada pela elevação da recomendação das ações para compra pelo Itaú BBA. Os analistas do banco projetam uma valorização de 27% dos papéis sobre os níveis atuais até dezembro de 2027.
Petrobras (PETR4;PETR3) também figurou entre as maiores altas do índice e as mais negociadas da B3, em recuperação das perdas da última sessão – quando as ações reagiram ao balanço do 2T26. PETR3 subiu 3,33% (R$ 47,21) e PETR4 registrou ganho de 3,33% (R$ 42,23).
Ainda entre os pesos-pesados do IBOV, as ações da Vale (VALE3), que detém 11% de participação no índice, na contramão do desempenho negativo do minério de ferro na bolsa de Dalian (DCE), na China. VALE3 subiu 1,28%, a R$ 75,93.
Já o setor de bancos fechou em queda: o Índice Financeiro (IFNC) recuou 0,78%. Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta negativa foi liderada por Cosan (CSAN3), com queda de 5,99% (R$ 3,45). Vamos (VAMO3) também foi um dos destaques, com baixa de 5,52% (R$ 2,91), com a renúncia de José Cezário Menezes de Barros Sobrinho dos cargos de Diretor Administrativo Financeiro (CFO) e Diretor de Relações com Investidores (DRI) da companhia.
Exterior
Os índices de Wall Street começaram a semana no vermelho, em dia de recuperação dos preços do petróleo com o impasse entre EUA e Irã sobre as negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.
A queda das ações do setor de tecnologia também pesou.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,11%, aos 53.975,98 pontos;
- S&P 500: -0,06%, aos 7.753,11 pontos;
- Nasdaq: -0,32%, aos 26.605,357 pontos.
Na Europa, os mercados terminaram o pregão em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou leve avanço de 0,03%, aos 660,45 pontos.
Na Ásia, os índices fecharam o pregão em tom positivo: o índice Nikkei, do Japão, subiu 2,08%, aos 66.970,22 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong teve ganho de 1,05%, aos 25.937,49 pontos pontos.