Mercados

Ibovespa tem 6ª queda seguida com piora do cenário doméstico; dólar fecha na maior cotação do ano

03 nov 2026, 18:25 - atualizado em 03 nov 2026, 18:30
Queda bolsa
(Imagem: iStock/peshkov)

Na sexta sessão de perdas consecutivas, o Ibovespa (IBOV) continuou pressionado pela deterioração das expectativas sobre o cenário doméstico.

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Nesta terça-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos.

O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,4872, com alta de 0,79%, no nível mais alto desde 30 de dezembro de 2025.

Por aqui, o Relatório Focus mostrou uma piora das perspectivas econômicas, somada às incertezas sobre a condução da política fiscal e monetária no próximo governo Lula. Os economistas consultados pelo Banco Central aumentaram a projeção do IPCA de 5,19% para 5,22% para 2026 e de 2027, de 4,34% para 4,76%.

As estimativas para a Selic também avançaram, reforçando a percepção de que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo. “Esse cenário elevou os prêmios de risco”, afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

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Hoje também foi o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é de manutenção da Selic em 13,75% ao ano, interrompendo a sequência de cortes nos juros iniciada em março.

Altas e quedas do Ibovespa

As blue chips, por sua vez, voltaram ao vermelho e pressionaram o Ibovespa, em sessão marcada pela piora do apetite local.

Vale (VALE3), que detém 8% de participação no índice, teve queda de 2,85% (R$ 60,25), acompanhando o desempenho do minério de ferro na China e a pressão sobre a demanda. O contrato mais líquido da commodity, para janeiro, caiu 0,74%, a US$ 100,57 por tonelada na Bolsa de Dalian.

Já as ações da Petrobras (PETR4;PETR3), que juntas representam cerca de 13,5% do índice, também terminaram o dia no negativo, na esteira dos preços do petróleo. PETR3 teve perda de 3,65% (R$ 57,82) e PETR4 recuou 3,79% (R$ 50,71).

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Ainda entre os ‘pesos-pesados’, os bancos caíram em bloco, diante das incertezas domésticas e expectativa pelo balanço do terceiro trimestre do Itaú (ITUB4). O Índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações do setor bancário, teve queda de 0,74%.

Apesar da queda das blue chips, a ponta negativa foi liderada por Cogna (COGN3), que recuou 12,66% (R$ 1,38). Segundo operadores do mercado, os papéis foram pressionados pelo rebaixamento da recomendação das ações de neutra para venda pelo Citi.

A ponta positiva, por sua vez, foi encabeçada por Natura (NATU3), com alta de 4,32% (R$ 5,07). O destaque, porém, foi Embraer (EMBJ3), que subiu 4,24% (R$ 103,84), impulsionado pela valorização do dólar e encomenda de novos pedidos de aeronaves pela força militar da Grécia.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram a sessão sem direção única, com recuo das ações da Apple e eleições de meio de mandato no centro das atenções.

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Confira o fechamento:

  • Dow Jones: -0,38%, aos 51.786,86 pontos;
  • S&P 500: +0,36%, aos 7.568,92 pontos;
  • Nasdaq: +0,83%, aos 25.372,009 pontos.
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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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