Ibovespa cai e perde os 170 mil pontos com petróleo abaixo de US$ 80; 5 coisas para saber antes de investir hoje (16)
Na véspera da “Super Quarta”, o Ibovespa (IBOV) estende as perdas da véspera com tombo dos preços do petróleo com o acordo entre Estados Unidos e Irã.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em baixa de 0,60%, aos 169.395,10 pontos.
O dólar à vista opera em leve alta ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,0686 (+0,04%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava estável aos 99.628 pontos,
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (16)
1 – Vendas no varejo
Os preços de combustíveis pressionou o varejo brasileiro em abril e as vendas totais do setor registraram a queda mais intensa em quase quatro anos, em meio a uma política monetária ainda restritiva.
Em abril, as vendas tiveram queda de 1,5% na comparação com o mês anterior, registrando alta de 1,0% em relação ao mesmo período de 2025, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
A taxa mensal de contração foi a mais forte desde junho de 2022, quando houve queda de 2,8%, marcando o primeiro recuo das vendas neste ano.
Os resultados foram bem mais fracos do que as expectativas em pesquisa da Reuters de retração de 0,6% na comparação mensal e de ganho de 1,95% na base anual.
2 – Pesquisa eleitoral
A pesquisa Futura/Apex, divulgada nesta terça-feira (16), aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para presidente da República nas eleições 2026 , com 41,6%, no principal cenário de primeiro turno e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo com 34,1%.
Em relação ao levantamento anterior, Lula recuou 0,9 ponto porcentual e o senador perdeu 1,5 ponto porcentual.
Esse cenário principal apontou ainda Ronaldo Caiado (PSD), com 4,5%; Romeu Zema (Novo) com 3,5%; Renan Santos (Missão), 2,3%; Cabo Daciolo (Mobiliza), 1,1%; e Augusto Cury (Avante), 0,9%. Joaquim Barbosa (DC), substituto de Aldo Rebelo (DC), estreou na pesquisa com 2,1%. Já 3,7% não souberam ou não responderam e 6,3% declaram votar em branco, em ninguém ou que anularão os votos.
3 – Negociações entre EUA e Irã
Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o memorando de entendimento com o Irã afirma claramente que o país persa não terá armas nucleares, a jornalistas durante as reuniões do G7 na França.
Um acordo provisório entre EUA e Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio foi anunciado na noite do último domingo (14). A assinatura oficial acontecerá na próxima sexta-feira (19).
Entre os detalhes, o pacto prorroga por mais 60 dias o cessar-fogo anunciado em abril e reabriria o Estreito de Ormuz.
4 – Petróleo no menor nível desde março
Com a expectativa de fim da guerra no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo operam em queda, com o barril cotado abaixo dos US$ 80 pela primeira vez desde março.
Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho caíam 3,85%, a US$ 79,97 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 4,38%, a US$ 77,21 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
5 – Juros no Japão
O Banco do Japão elevou a taxa de juros para o maior patamar em 31 anos, marcando mais um passo decisivo na normalização da política monetária, com foco em conter as pressões inflacionárias decorrentes do choque energético causado pela guerra do Irã.
Em um movimento amplamente esperado, o banco central decidiu elevar sua taxa de juros de curto prazo de 0,75% para 1%, levando os custos dos empréstimos a níveis vistos pela última vez em 1995.
O aumento foi o primeiro desde dezembro e alinha o Banco do Japão com outros bancos centrais que estão adotando uma política monetária mais restritiva para combater a inflação, incluindo o Banco Central Europeu.
*Com informações de Reuters