Empresas pagando dividendos e JCP, Raízen (RAIZ4), Vale (VALE3) e outros destaques corporativos desta terça (16)
O pagamento de dividendos e JCP da Itaúsa (ITSA4), Vibra Energia (VVBR3) e Vivo (VIVT3), a oferta a credores da Raízen (RAIZ4) pela gestora de private equity IG4 e o projeto de descarbonização da Vale (VALE3) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (16).
Confira os destaques corporativos de hoje:
Vai pingar: Itaúsa (ITSA4) pagará bolada de R$ 1,5 bilhão em juros sobre capital próprio
A Itaúsa (ITSA4) aprovou o pagamento de R$ 1,5 bilhão em juros sobre o capital próprio. Segundo documento enviado ao mercado, o valor por ação será de R$ 0,138. Considerando o Imposto de Renda, esse montante cai para R$ 0,11385.
O pagamento terá como base o dia 18 de junho de 2026, sendo que os valores serão pagos até 31 de agosto de 2026.
Vibra (VBBR3) aprova R$ 558,2 milhões em JCP
A Vibra Energia (VVBR3) anunciou a aprovação do pagamento de R$ 558,2 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), conforme decisão do conselho de administração da companhia.
O montante bruto corresponde a R$ 0,46662319252 por ação, desconsideradas as ações mantidas em tesouraria. A empresa ressalta que o valor por papel é estimado e poderá sofrer alterações em função de eventuais negociações envolvendo ações em tesouraria.
Terão direito ao provento os investidores posicionados nas ações da Vibra ao final do pregão de 22 de junho de 2026. A partir de 23 de junho, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-JCP”.
Os juros sobre o capital próprio serão pagos em parcela única em 15 de outubro de 2027, sem atualização monetária ou remuneração adicional entre a data da declaração e a do pagamento.
Vivo (VIVT3) pagará em juros sobre o capital próprio
A Vivo (VIVT3) pagará R$ 230 milhões em juros sobre o capital próprio. Segundo a empresa, o valor por ação será de R$ 0,071. Com o Imposto de Renda, o valor cai para R$ 0,012.
Quem quiser aproveitar terá até o dia 26 de junho para comprar o papel. Após esta data as ações serão consideradas “ex-juros”. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser oportunamente definida.
Controladora da Braskem (BRKM5), IG4 faz oferta a credores da Raízen (RAIZ4), diz jornal
Depois de assumir o controle da Braskem (BRKM5), no início deste mês, a gestora de private equity IG4 tenta agora assumir o controle da Raízen (RAIZ4). Segundo o jornal Valor Econômico, a IG4 apresentou uma oferta não vinculante pelos créditos da produtora de açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis.
A reportagem apurou com fontes que a gestora pretende adquirir 50% mais um dos créditos, tornando-se controladora da companhia após a reestruturação financeira. A proposta vai ser apresentada aos credores da Raízen, em sua maioria detentores de títulos de dívida emitidos no exterior, debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
Vale (VALE3) prevê R$ 13 bilhões em descarbonização e alerta para custos de carbono a partir de 2030
A Vale (VALE3) planeja investir até R$ 13 bilhões em iniciativas de descarbonização para mitigar riscos relacionados e para cumprir metas voluntárias de redução de emissões, mostrou um relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade de 2025 da mineradora.
A companhia não detalhou o período do investimento, mas o montante inclui até R$ 4 bilhões em projetos voltados à descarbonização das operações, até R$ 8 bilhões em tecnologias próprias e parcerias ligadas à transição da siderurgia e ao desenvolvimento de briquetes de minério de ferro, além de até R$ 1 bilhão em despesas de pesquisa e desenvolvimento.
Dos projetos voltados à descarbonização (até R$ 4 bilhões), 24% deve ser investido no médio prazo e 76% no longo prazo. Já o montante de até R$ 8 bilhões é vinculado “substancialmente” à construção dos “Mega Hubs”, complexos industriais com foco em baixo carbono.
Brava Energia (BRAV3) diz que OPA da Ecopetrol foi suspensa por apresentação de recurso
A Brava Energia (BRAV3) disse que a oferta pública de aquisição de ações (OPA) lançada pela Ecopetrol sobre a empresa brasileira foi suspensa depois que a companhia colombiana recorreu da decisão da CVM de serem necessários ajustes ao edital.
Em fato relevante enviado ao mercado, a Brava informou que a Ecopetrol vai recorrer para o colegiado da CVM “com a máxima celeridade” e que a OPA estará suspensa até a decisão final do próprio colegiado.
A OPA da empresa colombiana destina-se à compra de 25% das ações da Brava por R$23 por papel e fará com que a Ecopetrol passe a ser titular de 51% do capital social da companhia brasileira.
Valor previsto sobe e Nvidia (NVDA) deve levantar US$ 25 bilhões com emissão de dívida nos EUA
A Nvidia (NVDA) captará US$ 25 bilhões por meio de uma emissão de títulos da dívida nos Estados Unidos, acima do inicialmente planejado, disseram duas fontes à Reuters.
A demanda dos investidores pelos títulos chegou a US$ 85 bilhões, segundo uma das fontes familiarizadas com o assunto. Inicialmente, a companhia buscava levantar US$ 20 bilhões, disse a fonte anteriormente.
A emissão é composta por sete tranches de títulos, com vencimentos que vão até 2056, segundo um documento visto pela Reuters.
Gerdau (GGBR4) compra participação da Copel em geradora hidrelétrica no RS
A Gerdau (GGBR4) apresentou proposta vinculante e assinou contrato para adquirir a participação de 23,03% da Copel na Dona Francisca Energética S.A. (Dfesa), em uma transação que considera um enterprise value de R$ 150 milhões.
Segundo a companhia, o pagamento será realizado à vista na data de fechamento da operação, com recursos próprios. A conclusão do negócio ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo aprovação da autoridade concorrencial brasileira.
A operação também prevê a renúncia da Copel ao direito de preferência em relação à aquisição da participação detida pela Celesc na Dfesa, transação já anunciada pela Gerdau em abril deste ano.
Motiva (MOTV3) assina aditivo para investimentos de R$ 676,8 milhões na expansão da Linha 4 do Metrô até Taboão da Serra
A Motiva (MOTV3) informou que sua controlada Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo (ViaQuatro) assinou o Termo Aditivo 11 ao contrato de concessão com o Estado de São Paulo.
O Termo Aditivo 11 formaliza a assunção, pela ViaQuatro, dos investimentos necessários para a implantação do sistema de sinalização e para a contratação da certificação de segurança da extensão da Linha 4 até o município de Taboão da Serra, conforme previsto no Termo Aditivo 10.
De acordo com a companhia, os investimentos somam R$ 676,76 milhões, em valores de fevereiro de 2026.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
*Com supervisão de Juliana Américo