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Ibovespa recua de olho na Super Quarta e baixa do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (16)

16 set 2026, 10:15 - atualizado em 16 set 2026, 10:32
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Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 (REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa (IBOV) abre o pregão desta quarta-feira (16) em baixa à espera das decisões de política monetária da Super Quarta, além da influência da baixa do petróleo e dos investidores ainda digerindo o julgamento do Supremo Tribunal Federal da véspera.

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Por volta de 10h11 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,14%, aos 186.236,85 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1587 (+0,07%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,09%, aos 99.703 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (16)

1 – Super Quarta

O mercado acompanha as decisões de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e do Banco Central (BC).

Por lá, a expectativa deve ficar no tom do comunicado e no discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh. O mercado espera uma alta de 25 pontos-base nos juros norte-americanos.

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Já no Brasil, a expectativa é de corte de 25 pontos-base, o que levaria o juro básico de 14% para 13,75% ao ano, após dados mais benignos da atividade e da inflação doméstica. Ainda assim, fatores como o El Niño ficam no radar.

2 – Julgamento do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou placar de 4 a 3 para negar a questão de ordem apresentada pelo decano, Gilmar Mendes.

O ministro propôs que a abertura de investigação de Alexandre de Moraes seja analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça caso que está pautado para a próxima semana.

Na questão de ordem, Gilmar também propôs que a relatoria do caso seja redistribuída para outro ministro. Ele considerou que o presidente da Corte, Edson Fachin, não poderia ter avocado para si o processo, que estava sob responsabilidade de Mendonça.

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Votaram a favor da questão de ordem os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Foram contrários os ministros Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Dino já havia acompanhado Gilmar na questão de ordem, mas seu voto não foi contabilizado porque ele pediu vista. Portanto, o placar está se encaminhando para um empate.

3 – IBC-Br mais fraco

Mais cedo, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um “sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)”, registrou queda de 0,2% em julho na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC nesta quarta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters para o resultado do mês era de recuo de 0,10%.

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Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 1,1%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,5%, de acordo com números não dessazonalizados.

4 – IGP-10

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 1,47% em setembro, depois de cair 0,51% no mês anterior, em resultado acima do esperado em meio às incertezas climáticas com o fortalecimento do El Niño, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 3,29%. A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de alta de 1,25%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, subiu 1,90% em setembro, deixando para trás a queda de 0,69% no mês anterior.

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Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o movimento entre os produtos agropecuários refletiu, em parte, o aumento das incertezas climáticas com o fortalecimento do El Niño.

5 – Petróleo acima de US$ 100

Os preços do petróleo bruto caem quarta-feira, enquanto o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, tenta tranquilizar o mercado, garantindo que o oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, danificado após ataques dos houthis do Iêmen, retomaria suas operações em poucos dias.

Por volta de 10h08 (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro caía 1,03%, a US$ 107,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro tinha baixa de 1,56%, a US$ 104,18 o barril, no mesmo horário.

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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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