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Ibovespa recua quase 1% com sanções dos EUA ao Irã e cenário eleitoral no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (24)

24 ago 2026, 10:13 - atualizado em 24 ago 2026, 10:31
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Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 (REUTERS/Paulo Whitaker)

O Ibovespa (IBOV) abre em queda diante da cautela com o anúncio das sanções econômicas dos Estados Unidos ao Irã, além do cenário eleitoral no radar dos investidores.

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Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com queda de 0,99%, aos 169.333,69 pontos.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. Às 10h10 (horário de Brasília), a moeda operava a R$ 5,1543 (+0,29%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,14%, aos 98.940 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (24)

1 – Disputa apertada

A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Na semana anterior, Lula tinha 47% e o senador, filho de Jair Bolsonaro, 44%.

Com a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro em 1 ponto, ante 3 pontos no levantamento anterior, ambos seguem empatados tecnicamente no segundo turno, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

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A rejeição a Lula saiu de 48% para 49% de todo o eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro variou de 50% para 48%. O potencial de voto de Lula permaneceu em 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 48% para 47%.

Na véspera, o Grupo Bandeirantes, em parceria com o Estadão, realizou o primeiro debate presidencial. No entanto, os líderes na disputa à Presidência, Lula e Flávio Bolsonaro, não participaram do programa. O candidato do partido Novo, Romeu Zema, também desistiu de comparecer ao evento.

Participaram do debate de ontem Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante)

Durante a semana, a Rede Globo promove sabatina com os principais candidatos na disputa presidencial.

2 – PIB perde força no Focus

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Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) reduziram as expectativas para a atividade neste ano, enquanto a estimativa intermediária para a inflação em 2027 acelerou.

A mediana do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 seguiu em 5,02%. Para 2027, porém, a projeção subiu de 4,24% para 4,25%, avançando pela segunda semana consecutiva.

Nesta semana, a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 13,75% ao ano em 2026.

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) trouxeram um sinal mais fraco para a atividade econômica nos próximos anos. A estimativa para 2026 recuou de 1,98% para 1,95%, em baixa na semana. Para 2027, a estimativa ficou estável em 1,50%, enquanto a previsão para 2028 subiu de 1,89% para 1,98%.

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A projeção para o dólar em 2026 seguiu em R$ 5,20, estável há dez semanas. Para 2027, a mediana passou de R$ 5,29 para R$ 5,30, em alta pela segunda semana seguida.

3 – Inflação e mercado de trabalho no radar

Nesta semana, saem os indicadores de prévia da inflação de agosto, com expectativa de deflação pela sazonalidade favorável dos alimentos in natura, além de um qualitativo benigno, sem aceleração dos serviços. O IPCA-15 sai na quarta-feira (26), às 9h (horário de Brasília).

Já na quinta-feira (27) e sexta-feira (28), os destaques ficam com a taxa de desemprego e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), respectivamente.

4 – ‘Dia D’ para a economia iraniana

Por volta das 15h (horário de Brasília), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, fala à imprensa para anunciar as sanções econômicas para Teerã e seus aliados econômicos, ditas como “as mais duras da história” contra o Irã.

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No final de semana, a China, uma das principais compradoras do petróleo iraniano, já declarou que é favorável à continuidade das negociações entre os dois países de forma diplomática. As sanções dos EUA podem, novamente, criar atritos com Pequim.

O ministro das Relações Exteriores do Irã descartou, no domingo, a ameaça de novas sanções dos Estados Unidos como um sinal de desespero e afirmou que as novas medidas previstas não conseguiriam derrotar Teerã.

Por volta de 9h56 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro recuava 1,29%, a US$ 91,47 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro operavam com baixa de 1,67%, a US$ 85,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

5 – Warsh em Jackson Hole

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De quinta-feira (27) a sábado (29), acontece o Simpósio de Política Econômica dos Estados Unidos, em Jackson Hole, Wyoming. Será a primeira vez que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Kevin Warsh, participa do evento.

No entanto, não é esperado que Warsh forneça maior detalhamento sobre os próximos passos do banco central.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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