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Ibovespa cai 1% após IPCA-15 e impasse no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (28)

28 abr 2026, 10:18 - atualizado em 28 abr 2026, 10:21
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) abre o pregão em forte queda de olho em inflação, decisões de juros e cenário internacional.

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O pregão desta terça-feira (28) deve seguir de olho nas pressões econômicas do choque de petróleo, além do impasse nas tratativas de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, prolongando o fechamento do Estreito de Ormuz e contribuindo para pressionar os preços do petróleo.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,01% aos 187.663,61 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 4,9853 (+0,06%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,22%, aos 98.716 pontos.

Day Trade:

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Radar do Mercado

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (28)

1 – IPCA-15 de abril

A prévia da inflação no Brasil em abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), acelerou menos do que o esperado no mês, mesmo com a pressão de alimentos e combustíveis, em dado divulgado às vésperas da reunião de política monetária do Banco Central.

O IPCA-15 teve em abril alta de 0,89%, depois de subir 0,44% em março, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a taxa mensal mais elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%).

Com o resultado do mês, o índice acelerou em 12 meses o ritmo de alta de 3,90% em março para 4,27% em abril. A meta contínua para a inflação é de 3% medido pelo IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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Os dados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 1,0% na base mensal e de 4,49% em 12 meses

2 – Decisão de juros

Nesta terça-feira, começa o primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril, com o cenário inflacionário no radar com os preços mais elevados de energia e combustíveis no radar devido à guerra no Oriente Médio.

A expectativa do mercado é de que o Banco Central realize um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,75% para 14,50%, diante do cenário de incertezas e pressão inflacionária.

A decisão sobre a política monetária brasileira sai amanhã, por volta das 18h30 (horário de Brasília).

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Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também realiza o primeiro dia da reunião sobre juros de abril.

3 – Pesquisa eleitoral AtlasIntel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança no primeiro turno da eleição presidencial em pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira, que também mostrou que o petista segue numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno entre ambos, embora em empate técnico.

De acordo com o levantamento, em um dos cenários de primeiro turno Lula aparece com 46,6% das intenções de voto, ante 45,9% na pesquisa anterior em março, ao passo que Flávio soma agora 39,7% da preferência do eleitorado, ante 40,1% no mês passado.

Essa é a primeira vez que a intenção de voto do senador, que é filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, oscila para baixo na pesquisa Atlas, encomendada pela Bloomberg.

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Em um segundo cenário, Lula aparece com 44,2% contra 39,3% de Flávio. O instituto não apresentou comparação para esta simulação. Nos dois cenários de primeiro turno, os demais candidatos sequer se aproximam de uma intenção de voto de dois dígitos.

Em um eventual segundo turno, Flávio lidera com 47,8%, ante 47,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 47,5%, ante 46,6% no levantamento do mês passado. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, os dois aparecem em empate técnico.

A Atlas entrevistou 5.008 pessoas de forma online entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual.

4 – Resultados da Vale (VALE3)

A Vale (VALE3) divulga hoje seus resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) após o fechamento do mercado, com expectativa de avanço nas principais linhas do balanço, sustentado por um desempenho operacional forte em minério de ferro, cobre e níquel.

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De acordo com o consenso compilado pela Broadcast, a mineradora deve reportar lucro líquido atribuível de US$ 2,51 bilhões, alta de 80,5% ante o mesmo período de 2025. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) proforma é estimado em US$ 4,03 bilhões, avanço de 25,5%, enquanto a receita líquida deve alcançar US$ 9,47 bilhões, crescimento de 16,6%.

O tom positivo vem depois de uma prévia operacional acima do esperado. Para a XP, a Vale apresentou “outro desempenho operacional sólido no 1T26”, com números ligeiramente acima das estimativas da casa e potencial de cerca de 5% de alta para a projeção de Ebitda ajustado do trimestre.

5 – Impasse entre EUA e Irã

As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem travadas, com o presidente norte-americano, Donald Trump, está insatisfeito com a última proposta iraniana para resolver a guerra de dois meses, disse uma autoridade dos EUA, diminuindo as esperanças de resolução de um conflito que interrompeu o fornecimento de energia, alimentou a inflação e matou milhares de pessoas.

A proposta mais recente do Irã deixaria de lado a discussão sobre o programa nuclear iraniano até que a guerra, suspensa após um cessar-fogo anunciado neste mês, fosse encerrada e as disputas sobre o transporte marítimo do Golfo fossem resolvidas.

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Trump está insatisfeito com a proposta do Irã, pois quer que as questões nucleares sejam tratadas desde o início, declarou uma autoridade dos EUA informada sobre a reunião de segunda-feira do presidente com seus assessores, falando sob condição de anonimato.

A porta-voz da Casa Branca Olivia Wales disse que os EUA “foram claros em relação às nossas linhas vermelhas”, ao buscar acabar com a guerra que começou em fevereiro ao lado de Israel.

Hoje por volta de 10h17 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho tinham alta de 3,07%, a US$ 104,81 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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