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Ibovespa cai com PIB e decisão dos EUA sobre facções criminosas no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (29)

29 maio 2026, 10:11 - atualizado em 29 maio 2026, 10:18
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a última sessão de maio em queda, na contramão do exterior, com os investidores avaliando os possíveis impactos da classificação de facções criminosas como organizações ‘terroristas’ pelos Estados Unidos para o mercado financeiro brasileiro.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,35%, aos 174.443,19 pontos.

O IBOV acumula queda de 6,5% em maio e caminha para a sétima semana consecutiva de perdas, a maior sequência desde meados de abril e maio de 2024.



O dólar à vista opera em alta ante o real, em sintonia desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda caía a R$ 5,0556 (+0,47%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha leve alta de 0,01%, aos 99.030 pontos,

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (29)

1 – PIB avança no 1T26

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 (1T26). Na comparação anual, o PIB avançou 1,8%.

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Segundo a mediana das projeções coletadas pelo Money Times, a expectativa era de um crescimento de 1,0% no primeiro trimestre de 2026, na margem, e de 1,8% na comparação anual. Já para o ano, a estimativa aponta expansão de 1,8% em 2026.

“O resultado confirma a leitura de atividade mais forte no primeiro trimestre, principalmente diante de incentivos pontuais do governo, principalmente a isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e a valorização do salário mínimo”, afirmou Antonio Ricciardi, economista do Daycoval.

Para ele, a economia deve desacelerar gradualmente daqui para frente.

O IBGE também revisou para cima do PIB para 0,1% no terceiro trimestre e para 0,3% no quatro trimestre de 2025.

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2 – Dívida pública

A dívida bruta do Brasil registrou alta em abril, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário maior do que o esperado, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta manhã.

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou abril em 80,4%, contra 80,0% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 67,4%, de 66,8%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 80,3% para a dívida bruta e de 67,4% para a líquida.

Em abril, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 24,624 bilhões, acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo positivo de R$ 22,0 bilhões.

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O desempenho mostra que o governo central teve saldo positivo de R$ 26,075 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram superávit primário de R$ 329 milhões e as estatais tiveram déficit de R$ 1,781 bilhão, mostraram os dados do Banco Central.

3 – PCC e CV são classificados como ‘terroristas’ pelos EUA

As facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foram consideradas grupos terroristas internacionais pelo governo dos Estados Unidos noite desta quinta-feira (28).

De acordo com o governo norte-americano, a medida, tomada à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e após a visita do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro à Casa Branca, será efetivada no dia 5 de junho. Desde que voltou à Casa Branca, Donald Trump já classificou 14 grupos criminosos da região dessa forma.

Em geral, a decisão pode trazer insegurança jurídica e a possíveis impactos ao mercado financeiro brasileiro, uma vez que operações recentes apontam, por exemplo, o elo do PCC com a economia formal.

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Pesquisadores afirmam que a classificação também pode comprometer a soberania nacional e, na prática, até dificultar a troca de informações entre os países.

4 – EUA x Irã

O mercado reage ainda a notícias de que Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de extensão do cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas o presidente Donald Trump ainda precisa dar a aprovação final.

Com a expectativa de um acordo de paz definitivo, os preços do petróleo operam em queda. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho caíam 1,90%, a US$ 90,96 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham queda de 1,88%, a US$ 87,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

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5 – Intervenção cambial no Japão

O Japão gastou quase US$ 74 bilhões em intervenções no mercado de câmbio no último mês, informou o Ministério das Finanças, confirmando a primeira atuação direta do país desde 2024.

Dados divulgados pelo ministério hoje mostram que o governo japonês desembolsou o recorde de 11,7349 trilhões de ienes (cerca de US$ 73,69 bilhões) em intervenções cambiais entre 28 de abril e 27 de maio.

A ação do governo quando o iene atingiu a faixa de 160 por dólar reforçou, entre operadores, a avaliação de que as autoridades pretendem defender esse patamar.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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