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Ibovespa avança com otimismo de acordo entre EUA e Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (3)

03 ago 2026, 10:18 - atualizado em 03 ago 2026, 10:21
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia o primeiro pregão do mês em ligeira alta, em linha com o otimismo no exterior diante da sinalização de conversas entre Estados Unidos e Irã. No entanto, a forte queda do petróleo pressiona a Petrobras (PETR4).

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,31%, aos 178.556,60 pontos.



No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda ante o real, em linha com desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0626 (-0,15%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com recuo de 0,13%, aos 99.782 pontos.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (3)

1 – Focus

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Os economistas consultados pelo Banco Central no Relatório Focus realizaram novas reduções nas projeções de inflação e no juro básico para este ano.

Para 2026, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuaram de 5,12% para 5,03%. Para 2027, 2028 e 2029, as estimativas se mantiveram em 4,20%, 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Já a taxa básica de juros, a Selic recuou de 14% para 13,75% em 2026. Para 2027, 2028 e 2029, as projeções se mantiveram em 12,00%, 10,25% e 10%, respectivamente.

Na atividade econômica, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 ficou parada em 1,99%, mantendo estabilidade pela quinta semana. Já a estimativa para 2027 passou por novo corte, de 1,60% para 1,57%, na segunda semana seguida de queda. Para 2028 e 2029, o mercado manteve a previsão de crescimento de 2,00%.

2 – Pesquisa BTG/Nexus

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Na nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 46% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 45%, das intenções de voto em um eventual segundo turno.

Lula recuou 1 ponto porcentual ante 47% obtidos no último levantamento, divulgado na última segunda-feira, 27 de julho, enquanto o senador cresceu 1 ponto dos 44% anteriores.

A rejeição a Lula saiu de 48% para 50% do eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro saiu de 50% para 51%. O potencial de voto de Lula permaneceu em 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 46% para 47%.

A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre sexta-feira (31) e este domingo (2) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-02847/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

3 – Nova intervenção no iene

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Pela primeira vez em 15 anos, o Japão e os Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada de compra de iene.

Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os países não hesitarão em tomar novas medidas, confirmando uma ação bilateral incomum para conter a queda do iene para nova mínima em 40 anos.

A intervenção na sexta-feira ressaltou a determinação de ambos os países em evitar que uma liquidação do iene e dos títulos do governo japonês (JGBs) cause repercussões globais, como aumentar a pressão de alta sobre os rendimentos dos Treasuries, que já estavam em alta, afirmaram analistas.

Dados do banco central indicaram nesta segunda-feira que o Japão pode ter usado até US$ 36,58 bilhões na compra de ienes durante a intervenção conjunta de sexta-feira.

4 – Copom e payroll

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Nesta quarta-feira (5), o mercado doméstico acompanha a decisão de política monetária do Banco Central, com expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual após os dados mais benignos da inflação de curto prazo e enfraquecimento da atividade.

Já na sexta-feira (7), o principal driver dos investidores domésticos e internacionais é o mercado de trabalho dos Estados Unidos, com a divulgação do relatório do payroll.

5 – EUA x Irã

A geopolítica voltou a dominar os holofotes diante das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendendo novos ataques ao Irã após sinalizar uma nova rodada de conversas com o Irã ainda hoje.

No entanto, o Irã negou a fala de Trump. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que Teerã não está, no momento, em negociações com os Estados Unidos.

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Segundo ele, as tratativas em andamento ocorrem com Omã e estão focadas apenas em estabelecer uma rota temporária para garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz.

Trump havia afirmado que as conversas teriam como objetivo encerrar o conflito e reativar o tráfego de mercadorias pelo Estreito de Ormuz, rota marítima crucial por onde, antes da guerra, passava cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo.

Em reação, os preços do petróleo voltam ao território positivo e próximo ao nível de US$ 90 por barril. Por volta de 10h15 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro recuavam 5,07%, a US$ 83,47 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham queda de 6,38%, a US$ 79,27 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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