Ibovespa mantém ritmo de perdas e cai 1% com incertezas locais e exterior; 5 coisas para saber antes de investir hoje (30)
O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta sexta-feira (30) em queda, a caminho do quinto dia de perdas consecutivas, em meio às incertezas sobre ‘Lula 4’ e novos dados do mercado de trabalho. O ambiente externo mais avesso a risco com o avanço dos preços do petróleo também pressiona o mercado doméstico.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 1,09%, aos 167.348,78 pontos. Só sete ações operam em alta nos primeiros minutos de negociação.
Já o dólar à vista operava em alta ante o real, destoando do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,4382 (+0,94%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,22%, aos 101.815 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (30)
1 – Taxa de desemprego
A taxa de desemprego no Brasil teve um leve recuo em relação à divulgação anterior em 5,2% no trimestre até setembro de 2026. Trata-se do menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.
A mediana da taxa de desemprego para o período, segundo as projeções do Broadcast, apontava para uma leve queda em relação ao mês anterior e passaria de 5,3% para 5,2%.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice apresentou queda de 0,2 p.p frente ao trimestre terminado em junho (5,4%) e recuou 0,4 p.p. ante o igual trimestre de 2025 (5,6%).
2 – Nova descoberta da Petrobras
A Petrobras (PETR4) identificou um terceiro intervalo portador de petróleo na mesma perfuração, na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultra profundas da costa do Amapá, elevando expectativas para a abertura de uma nova fronteira exploratória na região.
A companhia iniciou a perfuração do poço chamado de Morpho, no bloco FZA-M-59, em 20 de outubro do ano passado. Desde então, anunciou três descobertas: uma em meados de agosto, a outra no início deste mês e a última nesta quinta-feira.
“Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no comunicado sobre a descoberta.
3 – Flávio nos EUA
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o líder legítimo do Brasil, apesar de ter ajudado o candidato derrotado à Presidência a chegar aos EUA após anos de apoio a ele e a seu pai, segundo uma autoridade norte-americana à Reuters.
Ainda de acordo com a agência, o republicano não tem planos atuais de apoiar as ambições políticas de Flávio Bolsonaro, mesmo que o governo tenha permitido sua entrada no país, embora tenham dito que o presidente pode mudar de ideia.
Trump disse que a eleição brasileira de domingo pareceu “manipulada”, mas ressaltou que não ofereceu apoio algum na disputa. Trump também declarou que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
4 – Petróleo ganha força
Nesta manhã, os preços do petróleo operam em forte alta após notícias de novos ataques a navios no Estreito de Ormuz.
Por outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que a guerra com o Irã terminará em breve, mas não explicou como isso aconteceria.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro subia 2,13%, a US$ 117,33 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha alta de 2,18%, a US$ 104,22 o barril, no mesmo horário.
5 – Juros no Japão
O Banco do Japão manteve sua taxa básica de juros em 1,25%, em uma decisão amplamente esperada.
Com a inflação subjacente tendo atingido aproximadamente a meta de 2%, o BC deve se concentrar em mantê-la em torno desse nível.
Embora tenha evitado se comprometer antecipadamente com um ritmo fixo de aumentos dos juros, o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse que a autoridade monetária japonesa debaterá os juros em cada reunião — incluindo a próxima, em dezembro —, ciente de que sua política monetária entrou na nova fase focada nos riscos de inflação.
“É importante ancorar a inflação subjacente em torno de nossa meta. Isso não significa que vamos simplesmente ficar parados esperando. Ajustaremos a política monetária conforme apropriado para que a inflação subjacente fique ancorada em torno de 2%”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa.
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*Com informações de Reuters