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Ibovespa cai para 75 mil pontos e dólar volta a R$ 3,95 com Turquia e Haddad com 15% em pesquisa

17 ago 2018, 18:05 - atualizado em 18 ago 2018, 8:57

A decisão da Justiça da Turquia de manter preso o pastor americano acusado de ligações com grupos extremistas e a pesquisa eleitoral feita pela corretora XP Investimentos provocaram mais um dia de nervosismo nos mercados brasileiros. O dólar comercial chegou a ser vendido a R$ 3,95 e o Índice Bovespa bateu nos 75.632 pontos, em baixa de quase 2%, enquanto os juros voltaram a subir. À tarde, o dólar perdeu um pouco a força e era vendido a R$ 3,93, em alta de 0,5%, e o Ibovespa reduziu as perdas para 0,74%, ou 76.251 pontos.

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Na Turquia, uma corte hoje rejeitou a apelação do pastor evangélico Andrew Brunson, acusado de terrorismo por supostas ligações com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), movimento armado da minoria curda contrário ao governo. O caso levou o presidente Donald Trump a ameaçar dobrar as tarifas de importação de alumínio e aço da Turquia como retaliação, o que provocou reação parecida do presidente turco, Recep Erdogan. Depois de dois dias de alta, a lira turca voltou a cair hoje e o dólar subiu 5%, voltando a preocupar os investidores em mercados emergentes. A reação, porém, foi limitada e as bolsas na Europa fecharam em ligeira queda, com o Índice Euro Stoxx 600 recuando 0,10%, o DAX, de Frankfurt, 0,22% e o CAC, de Paris, 0,08%.  Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones estava em alta, de 0,63%, o Standard & Poor’s 500, 0,48% e o Nasdaq, 0,27%.

Haddad vem aí

No Brasil, uma pesquisa feita pela corretora XP Investimentos mostrou uma melhora do eventual candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, que consta por enquanto como vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa registrada na Justiça Eleitoral. Haddad cresceu 4 pontos percentuais em relação à pesquisa de 8 de agosto, de 3% para 7% da preferência no cenário sem Lula. Já Geraldo Alckmin, do PSDB, cai de 10% para 9%, mostrando que o crescimento provocado pelo acordo com os partidos do Centrão, que deu visibilidade na imprensa ao candidato, perdeu um pouco de força. Parte dos votos do tucano podem ter reforçado o crescimento de Haddad. Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, também pode ter perdido parte dos votos para Hadad, ao cair de 12% para 11%. Ciro Gomes, por sua vez, estacionou em 8%, assim como Jair Bolsonaro, do PSL, que segue liderando a pesquisa com 23% dos votos. Haddad recebeu parte dos votos dos que não sabem-brancos-nulos,que caíram de 28% para 24%.

Com apoio de Lula, Haddad tem 15%

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Já se a pergunta for feita apresentando Haddad como candidato de Lula, o petista alcança 15% de intenções de voto, dois pontos a mais que na pesquisa anterior, superando Marina Silva, que cai de 10% para 9%, Alckimin, que se mantém em 9%, e Ciro Gomes, que também segue com 7%. Haddad se aproxima de Bolsonaro, que tem 21% das intenções. Os brancos-nulos-indecisos recuam de 26% para 24%.

Segundo turno entre Haddad e Bolsonaro

Em um segundo turno entre Haddad e Alckmin, o candidato do PSDB venceria com 35% dos votos, contra 25% do petista. Entre Haddad e Bolsonaro, por sua vez, o petista perderia por 37% a 32%, mas com um crescimento de 3 pontos percentuais.

Entre Alckim e Bolsonaro, haveria empate técnico, com o candidato do PSL com 34% dos votos e o tucano com 32%. Já Marina superaria Bolsonaro, com 36% dos votos contra 34%, mas em empate técnico. Entre Ciro e Alckmin, o placar seria 32% para o tucano e 27% para o candidato do PDT. E Bolsonaro e Ciro empatariam tecnicamente com 33% a 30%.

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Debate na Rede TV!

Os números mostram um enorme embolamento dos segundo colocados na pesquisa, quase todos em empate técnico. A expectativa é que a situação mude um pouco com o início da campanha eleitoral no rádio e na televisão em setembro. Hoje, já começaram as campanhas em outros meios. Mas televisão e rádio é que podem ter maior impacto. Hoje haverá um debate na RedeTV! com os candidatos a presidente, a partir das 10 horas da noite, mas a expectativa é novamente de um encontro morno pelo grande número de participantes, o que acaba limitando o tempo de apresentação de propostas e discussões. Haddad não participará. Antes do debate, os assessores dos candidatos participarão de discussões sobre os projetos de governo, a partir das 17 horas.

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