Mercados

Ibovespa cede ao pessimismo do Fed e ignora “Lula livre”

19 dez 2018, 18:33 - atualizado em 19 dez 2018, 18:36

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Ibovespa caiu 1,05%, a 85.705 pontos, após a decisão do Federal Reserve de elevar a taxa de juros americana em 0,25 ponto percentual e o comunicado da decisão indicar os próximos passos do aperto monetário, reduzindo o número de aumentos de juros de 3 para 2 em 2019. Foi a quarta elevação do ano e a nona desde que iniciou o atual aperto monetário em dezembro de 2015

O Fed passou a prever PIB americano de 2,3% em 2019 (contra 2,5% em setembro), reduziu projeções de inflação de 2% para 1,9% e não alterou a projeção da taxa de desemprego, mantendo-a em 3,5%. Esses números indicam uma expectativa de 2 aumentos de juros no ano que vem, ao invés de 3. Além disso, o Fed deve “continuar a monitorar a economia global, o desenvolvimento do mercado financeiro e suas implicações à economia global”.

Para o Wells Fargo, o Fed irá aumentar as taxas em mais 25 pontos-base em sua reunião de março antes de fazer uma longa pausa até setembro.

“Mas reconhecemos que o momento de qualquer aumento futuro das taxas permanece incerto e dependerá dos dados recebidos. A economia desacelerou um pouco nos últimos meses, mas o crescimento permanece claramente positivo. Se, como esperamos, o crescimento se mantiver sólido nos próximos meses, então pensamos que as perspectivas para futuros aumentos das taxas, embora a um ritmo mais lento, permanecem razoáveis”, explica o economista global do banco, Jay H. Bryson.

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Lula

No último dia antes do início do recesso do Judiciário, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, concedeu liminar determinando que presos não cumpram pena de prisão após condenação em segunda instância. A medida se estende ao ex-presidente Lula, detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR). A reação do mercado ao anúncio foi pequena.

De acordo com a consultoria Arko Advice, com base em um precedente recente, ocorrido no próprio STF, onde o ministro Luís Fux cassou liminar proferida anteriormente pelo ministro Ricardo Lewandowiski, a decisão do ministro Marco Aurélio que mandou suspender a execução de pena de quem ainda não tem o processo com trânsito em julgado, libertando todos os presos condenados em segunda instância, pode simplesmente ser cassada.

A medida se estende ao ex-presidente Lula, detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR).

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“Naquele precedente, o ministro Luiz Fux, no exercício da Presidência do STF, decidiu cassar a liminar do seu colega. Lewandowiski havia deferido liminar na Reclamação 32.035, atendendo a pedido formulado pela Folha de S. Paulo e Mônica Bergamo, em insurgência contra decisão da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba que negou a realização de entrevista jornalística com o ex-presidente da República Lula”, destaca a Advice em nota.

“Há grande expectativa sobre o assunto, em especial por conta da possibilidade de beneficiar o ex-presidente Lula. Vale ressaltar que, do ponto de vista política, sua eventual liberdade terá impacto político limitado”, conclui a consultoria.

(Com Investing.com)

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Fundador do Money Times | Editor
Fundador do Money Times. Antes, foi repórter de O Financista, Editor e colunista de Exame.com, repórter do Brasil Econômico, Invest News e InfoMoney.
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