Mercados

Ibovespa fecha abaixo de 117 mil pontos com tensão EUA-Irã

06 jan 2020, 18:48 - atualizado em 06 jan 2020, 18:48
Mercados Ibovespa
 O Ibovespa caiu 0,7%, a 116.877,92 pontos (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa abaixo dos 117 mil pontos nesta segunda-feira, em pregão novamente afetado pela escalada nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, além de ajustes após ter renovado máximas históricas na semana passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,7%, a 116.877,92 pontos. Na sessão anterior, renovou recorde intradia, a 118.791,86 pontos. O volume financeiro do pregão somou 27,5 bilhões de reais.

Washington e Teerã seguiram trocando ameaças desde o ataque ocorrido em Bagdá na sexta-feira, que matou o comandante iraniano Qassem Soleimani e ampliou a sensibilidade dos mercados ​​s questões geopolíticas.

“O risco de conflito no Oriente Médio nunca saiu do radar, mas agora voltou com força”, destacaram analistas da corretora Mirae Asset, em nota a clientes.

Para a equipe do BTG Pactual, ainda é difícil avaliar possíveis desdobramentos relacionados ao ataque norte-americano, mas, no curtíssimo prazo, espera-se crescimento da aversão a risco. “A palavra volatilidade segue na moda.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fernando Bresciani e Pedro Galdi, da Mirae, chamaram a atenção, contudo, para a expectativa que no próximo dia 15 seja assinado o primeiro acordo comercial entre China e EUA, o que, na visão deles, pode melhorar o humor no mercado global.

Wall Street abriu em queda, mas mostrou melhora durante o pregão, com o S&P 500 fechando com variação positiva de 0,35%. O Dow Jones avançou 0,24% e o Nasdaq encerrou com valorização de 0,56%.

Nesta segunda-feira passou a vigorar a nova composição do Ibovespa, com a inclusão de Carrefour Brasil, Hapvida, SulAmérica, Cia Hering e Totvs, totalizando 73 ativos.

Destaques

BR Distribuidora (BRDT3) caiu 5%, maior declínio do Ibovespa, tendo no radar expectativa de venda de nova fatia da companhia detida pela Petrobras e com analistas do BTG Pactual chamando a atenção para dados sobre vendas de combustíveis em novembro, que, na visão deles, continua mostrando um cenário difícil para a companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petrobras (PETR4) avançou 1,18% e Petrobras (PETR3) subiu 3,25%, diante da alta dos preços do petróleo no mercado externo, além de sinalização do governo de que não tabelará o preço de combustível. A empresa divulgou na sexta-feira prospecto de operação de venda de até 734,2 milhões de ações ON da companhia pelo BNDES, dia em que o papel caiu forte.

Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) perderam 4,6% e 3,1%, respectivamente, tendo de pano de fundo o aumento das tensões no Oriente Médio e o efeito de alta nos preços do petróleo, que tem impacto nos custos de companhias aéreas.

Bradesco (BBDC4) recuou 1,79%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) fechou em baixa de 1,49%, em sessão negativa para bancos no Ibovespa.

Vale (VALE3) caiu 0,59%, contaminada também pela maior aversão a riso no exterior, embora os futuros do minério de ferro na China tenham tido a quarta sessão seguida de alta, à medida que uma maior taxa de utilização em siderúrgicas apontou para uma demanda firme pelo material usado na fabricação do aço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Natura (NTCO3) cedeu 2,12%, após leilão de papéis da fabricante brasileira de cosméticos coordenado pela corretora do Morgan Stanley. A agência Bloomberg noticiou que o Morgan Stanley planeja vender cerca de 52,2 milhões de papéis da Natura em nome da Cerberus Capital. Mais cedo, as ações chegaram a subir 5,68% tendo de pano de fundo elevação das estimativas da companhia quanto à economia de custos decorrente das sinergias com a aquisição da Avon.

Braskem (BRKM5) valorizou-se 5,2%, após o juiz federal da 3ª Vara do Estado de Alagoas homologar um acordo de 2,7 bilhões de reais da petroquímica com autoridades federais e estaduais daquele Estado para reparação de prejuízos a milhares de vítimas de fenômeno de afundamento e rachaduras de solo que atinge a capital Maceió há meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar