Mercados

Selic a 14,50%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom

29 abr 2026, 20:11 - atualizado em 29 abr 2026, 20:23
ações ibovespa banco do brasil ewz
Na avaliação de analistas, o Ibovespa e dólar devem operar em leve alta, enquanto os juros futuros mais curtos devem ser pressionados (Imagem: Bigc Studio)

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano, já assimilada pelos mercados, os investidores tentam antecipar como o Ibovespa deve se comportar no pregão desta quinta-feira (30).

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Lá fora, o índice EWZ — fundo que replica o desempenho do índice MSCI Brasil, com as principais ações da bolsa brasileira — subia 0,39%, a US$ 38,80, às 19h10 (horário de Brasília). No pregão regular, o índice encerrou com baixa de 2,62%, a US$ 36,65.

Com essa “prévia” do EWZ, o Ibovespa (IBOV) deve ter uma reação mais amena à decisão, enquanto o exterior deve continuar ditando o desempenho do índice, segundo a economista do BTG Pactual, Iana Ferrão, durante o Giro Especial do Copom.

Hoje (29), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,05%, aos 184.750,42 pontos.

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Para os estrategistas, a decisão deve ficar em segundo plano, dada as incertezas elevadas do mercado externo.

Nesta quarta-feira, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 9 pontos-base e fechou a 14,205% ante 14,115% do ajuste anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,820% ante 13,600% do fechamento da última segunda-feira (28), um avanço de 22 pontos-base.

E o dólar?

Nesta quarta-feira, o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,0018, com alta de 0,39%, em linha com o DXY.

Para Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o real deve seguir beneficiado pelo movimento de ‘carry trade‘, já que o diferencial de juros segue elevado.

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Decisão do BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano nesta quarta-feira (29). Essa foi a segunda flexibilização dos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime.

O corte também veio em linha com o esperado pelo mercado.

“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,50% a.a. e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz o comunicado.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, acrescentaram os diretores.

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Os diretores mantiveram a menção ao conflito no Oriente Médio, afirmando que o cenário externo permanece incerto em meio a incertezas quanto à duração, extensão e desdobramentos do conflito.

Na decisão desta quarta-feira, os diretores também aumentaram as expectativas para a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,9% para 4,6% em 2026, acima do teto da meta, que é de 4,5%.

Para o horizonte relevante, quarto trimestre de 2027, a estimativa de IPCA do Copom subiu de 3,3% para 3,5%.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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