Mercados

Ibovespa futuro começa setembro em queda com petróleo de volta a US$ 90 e PIB no radar; dólar avança

01 set 2026, 9:26 - atualizado em 01 set 2026, 9:43
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa futuro (INDFUT) começa o mês de setembro em queda, pressionado pelo exterior. Nesta terça-feira (1º), o índice caiu 0,36%, aos 179.380 pontos, após a abertura, às 9h (horário de Brasília).

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O dólar à vista abriu a R$ 5,1910, com alta de 0,21%, na esteira do movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,18%, aos 99,610 pontos.

“Os mercados iniciam setembro sob influência do tom mais hawkish adotado por Kevin Warsh em Jackson Hole. A atenção agora se volta aos dados do mercado de trabalho norte-americano, especialmente para o Jolts de julho hoje e o payroll na próxima sexta-feira (4), que serão determinantes para confirmar ou não a mudança de expectativa sobre a política monetária” avalia Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora.

O que pode impactar o mercado hoje?

O cenário geopolítico se sobrepõe aos desdobramentos domésticos, com a escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio e a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional. Confira os preços do barril:

  • Brent para novembro: +3,90%, a US$ 91,72 o barril
  • WTI para outubro: +1,85%, a US$ 87,37 o barril

No cenário doméstico, o mercado reage a dados de atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 (1T26), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação anual, o PIB avançou 2%.

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A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,4% no período de abril a junho, depois de expansão de 1,1% no primeiro trimestre.

Além disso, o governo derrubou a liminar que suspendia a cobrando do Imposto de Exportação de petróleo, de 12%.

Na última quinta-feira (27), a Justiça do Distrito Federal havia suspendido a cobrança do imposto, até então com vigência até 9 de setembro. A ação foi movida pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP).

Também em Brasília, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado deve votar hoje a da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1.

Internacional

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A escalada de tensões no Oriente Médio e a disparada dos preços do petróleo, de volta ao nível de US$ 90 o barril, retomam as preocupações sobre a inflação e os juros globais voltaram a subir significativamente nesta terça-feira.

Nos EUA, o mercado espera novos dados do mercado de trabalho após o tom ‘mais duro’ do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), Kevin Warsh no simpósio de Jackson Hole, que reforçaram a aposta de alta nos juros neste mês.

No pré-mercado, os índices de Wall Street operam em queda: S&P 500 futuro cai 0,65%, aos 7.649,25 pontos; Dow Jones futuro tem baixa 0,69%, aos 52.875,00 pontos, e o Nasdaq recua 1,20%, aos 29.157,50 pontos.

Dados de inflação na Europa também ficam no radar. A inflação anual na zona do euro voltou a ultrapassar os 3% em agosto devido ao aumento dos custos da energia. O índice acelerou de 2,9%, em julho para 3,3% em agosto, impulsionada quase inteiramente pelos custos mais elevados da energia, já que os preços do petróleo bruto e do gás natural subiram e as refinarias aumentaram suas margens, segundo dados divulgados pela Eurostat.

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Já a inflação subjacente — números que excluem os preços voláteis de alimentos e combustíveis — recuou de 2,5% para 2,4% no mês passado, à medida que o aumento dos preços dos serviços, o maior componente isolado da cesta de preços ao consumidor, desacelerou de 3,3% para 3,0%.

Na europa, o índice Stoxx 600 recuava 0,52%, aos 647,72 pontos, por volta de 9h20 (horário de Brasília).

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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