Mercados

Ibovespa futuro avança com corte na Selic e exterior positivo; dólar cai

17 set 2026, 9:08 - atualizado em 17 set 2026, 9:25
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(Imagem: Leung Cho Pan/Canva)

O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão em alta com melhora do apetite a risco no exterior e leitura de que o Banco Central deve continuar o ciclo de calibração nos juros. O índice subia 0,61%, aos 188.735 pontos após abertura.

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Já o dólar à vista abriu a R$ 5,1338 (-0,034%), em sintonia com o movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava estável aos 100.249 pontos.

“O Ibovespa pode se beneficiar do apetite por risco em Nova York, apesar da queda do petróleo, enquanto o real tende a operar sob pressão com o Fed mais duro e a redução do diferencial de juros, e os vencimentos mais longos da curva podem passar por ajustes”, avalia a equipe de analistas da Ágora Investimentos.

Uma nova pesquisa eleitoral para a disputa presidencial, que aponta empate técnico no segundo turno, é um fator adicional para a formação de preços por aqui.

O que pode impactar o mercado hoje?

No dia seguinte à ‘Super Quarta’, o mercado digere as decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.

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Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, a quinta flexibilização dos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime. O corte também veio em linha com o esperado pelo mercado.

Desta vez, o colegiado trouxe poucas novidades em comparação ao comunicado de agosto e, na visão de economistas, manteve a porta aberta para novos cortes na Selic.

Nos EUA, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevou os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

A corrida eleitoral também fica no radar com expectativa para a pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República AtlasIntel/Bloomberg e Datafolha.

Petróleo acima de US$ 100

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Os preços do petróleo continuam acima de US$ 100 com incertezas sobre a oferta da commodity, em meio a falta de avanço de conversas para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Com o gasoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita paralisado, o país árabe está disponibilizando cargas adicionais de petróleo bruto para refinarias asiáticas por meio de transferências de navio para navio perto do porto de Sohar, em Omã.

Na última terça-feira (14), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que a interrupção no gasoduto foi uma “interrupção breve e temporária” que “será medida em dias”, aliviando as preocupações com o abastecimento.

Nesta manhã, os preços do barril operam em queda. Confira, por volta de 9h (horário de Brasília):

  • Brent para novembro: -2,67%, a US$ 103,00 o barril
  • WTI para outubro: -2,02%, a US$ 100,36 o barril
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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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