Mercados

Ibovespa futuro recua aos 174.445 pontos mesmo com IGP-DI mais fraco; Dólar abre a R$ 5,13

07 jul 2026, 9:13 - atualizado em 07 jul 2026, 9:18
ibovespa
(Imagem: iStock/marketlan)

O Ibovespa futuro (WINQ26) caiu 0,04%, aos 174.445 pontos, após a abertura, às 9h (horário de Brasília), mesmo após os preços ao atacado virem mais baixo do que o esperado no dado de junho. No entanto, o índice inverteu o sinal e passou a subir pouco depois, aos 175.350 pontos (+0,48%).

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Já o dólar à vista abriu em ligeira alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior, a R$ 5,1341 (+0,04%). O DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,11%, aos 100.996 pontos.

Por aqui, o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu mais do que o esperado em junho, a uma taxa de 0,79%, depois de avanço de 0,87% em maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma deflação de 0,60%. O resultado do mês levou o índice a acumular em 12 meses avanço de 3,59%.

No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,36%, de alta de 0,95% no mês anterior.

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“No IPA, a queda do índice foi influenciada principalmente pelas commodities minerais e agrícolas”, destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Em relação à Vale (VALE3), a mineradora informou na segunda-feira (6) que recebeu a renúncia de Daniel André Stieler aos cargos de membro e presidente do Conselho de Administração da companhia, com efeitos imediatos.

Além disso, no radar dos investidores, está o segundo dia de audiências públicas na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos para julgar se as alegações dos EUA contra o Brasil, pela Seção 301, confirmam as supostas práticas comerciais desleais para justificar nova sobretaxação de 25% sobre produtos brasileiros.

Hoje, é esperado que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fale contra a implementação das tarifas norte-americanas ao Brasil.

Internacional

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No plano geopolítico, os mercados devem acompanhar a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com maior liberação de verbas após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os líderes da Otan começaram a anunciar acordos de armas no valor de dezenas de bilhões de dólares na Turquia nesta terça-feira, reforçando a mensagem de que estão atendendo aos apelos dos Estados Unidos.

Ao som de músicas animadas e vídeos bem produzidos em um fórum da indústria de defesa na capital Ancara, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, anunciou uma série de iniciativas, convidando uma lista de representantes dos países membros da Otan a subir ao palco. O valor total dos diversos acordos foi projetado em uma tela.

“Podemos fazer mais quando agimos juntos. E precisamos fazer mais disso”, disse Rutte. “Os aliados da Otan estão se unindo a novas coalizões multinacionais de aquisição. Isso realmente nos ajuda a obter mais do que vocês precisam em uma ampla gama de capacidades.”

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Confira as cotações, por volta das 9h10 (horário de Brasília):

  • Brent para setembro de 2026: +0,75%, a US$ 72,53 o barril
  • WTI para agosto de 2026: +0,60%, a US$ 68,96 o barril

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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