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Repaginada: Fictor Alimentos muda de nome e ticker na B3 após recuperação judicial; veja como fica

21 ago 2026, 18:50
IPO da Fictor Alimentos / Foto: Reprodução

A Fictor Alimentos, companhia que entrou na B3 por meio de um IPO reverso e está em recuperação judicial, vai deixar de usar o nome Fictor Alimentos e o ticker FICT3. A partir de 31 de agosto, as ações passarão a ser negociadas sob o código FASA3, com o nome de pregão “FASA”.

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A mudança decorre da alteração da denominação social da companhia para FASA S.A. – Em Recuperação Judicial, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 12 de agosto. O comunicado foi divulgado nesta sexta-feira (21).

Segundo a empresa, a troca tem caráter exclusivamente cadastral e operacional. Não haverá alteração na quantidade de ações, nas características ou nos direitos dos papéis, no capital social ou na posição dos acionistas.

A substituição será feita automaticamente pela B3 e pelas instituições responsáveis pela custódia dos ativos. Portanto, os acionistas não precisam tomar nenhuma providência.

Da Atom à Fictor — e agora FASA

A mudança encerra, ao menos no nome e no código de negociação, um ciclo que começou em 2024, quando a Fictor e a Aqwa Capital adquiriram o controle da Atom Participações, companhia que já tinha ações negociadas na B3.

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A operação foi estruturada como um IPO reverso: em vez de realizar uma oferta pública inicial tradicional, a Fictor assumiu o controle de uma empresa já listada e, posteriormente, alterou sua denominação e seu objeto social para transformar a companhia no braço de alimentos do grupo.

A operação levou a Fictor Alimentos à bolsa com o ticker FICT3. O caso foi um dos exemplos recentes de empresas que recorreram ao IPO reverso diante da escassez de ofertas públicas tradicionais no mercado brasileiro.

O grupo Fictor havia apresentado a divisão de alimentos como uma das principais frentes de crescimento. Em 2025, a holding também avançou em outras áreas, incluindo a FictorPay e uma tentativa de aquisição do Banco Master.

Fictor Alimentos entrou em recuperação judicial

A mudança de nome ocorre em meio a uma fase conturbada para a companhia e seu controlador.

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A Fictor Alimentos pediu, em fevereiro deste ano, para ser incluída na recuperação judicial da Fictor Holding. Inicialmente, a companhia não fazia parte do pedido apresentado pela controladora, mas posteriormente afirmou que os efeitos da crise, como restrições de crédito, revisão de limites por instituições financeiras e impactos nas relações comerciais, justificavam sua inclusão no processo.

Fictor Holding em recuperação judicial

A Fictor entrou em recuperação judicial em meio a uma crise de liquidez desencadeada por uma corrida de resgates de investidores. Segundo a decisão da Justiça de São Paulo, os pedidos de resgate chegaram a cerca de 71,38% do capital investido, ou aproximadamente R$ 3 bilhões, depois que o grupo passou a ser associado a problemas financeiros envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master.

Ao aceitar o processamento da recuperação judicial, a Justiça apontou inconsistências contábeis, ausência de documentos, estrutura financeira atípica, indícios de confusão patrimonial e a existência de um “caixa único” entre empresas do grupo. A decisão também citou indícios de irregularidades e determinou a atuação da PwC como watchdog, com poderes para acompanhar as operações e acessar dados financeiros e sistemas internos.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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