Mercados

Ibovespa (IBOV) tem leve alta com prévia do PIB e encontro entre Trump e Zelenskiy em foco; 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)

18 ago 2025, 10:13 - atualizado em 17 nov 2025, 15:40
ibovespa-ibov-acoes-fechamento
Ibovespa opera à mercê do exterior de olho nas negociações entre os Estados Unidos, Rússia e Ucrânia para um acordo de paz (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a sessão desta segunda-feira (18) em tom positivo com os investidores reagindo a dados econômicos domésticos e acompanhando as movimentações do exterior em torno de um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 0,17%, aos 134.571,38 pontos.



O dólar à vista acelera alta ante o real com as negociações comerciais dos Estados Unidos com os países parceiros e a mediação da Casa Branca em um possível acordo entre Rússia e Ucrânia.

No mesmo horário, o dólar à vista subia a R$ 5,4070 (+0,17%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Day Trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (18)

1- Prévia do PIB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou recuo de 0,1% em junho na comparação com o mês anterior, mas terminou o segundo trimestre com leve crescimento de 0,3%, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo Banco Central.

A expectativa em pesquisa da Reuters para o resultado de junho era de ganho de 0,05%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 1,4%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 3,9%, de acordo com números não dessazonalizados.

2- Mercado vê inflação abaixo de 5%

Os economistas ouvidos pelo BC cortaram a projeção para a inflação de 2025 de 5,05% para 4,95%, mostra o Boletim Focus. Trata-se da décima segunda redução seguida e a primeira vez no ano em que a expectativa para o IPCA fica abaixo de 5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estimativa para 2026 também caiu de 4,41% para 4,40%. Para 2027 e 2028, as apostas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguem em respectivos 4,00% e 3,80%.

A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2027 foi reduzida de 1,93% para 1,87%. Para 2025, 2026 e 2028, os economistas esperam crescimentos da atividade econômica de 2,21%, 1,87% e 2,00%, respectivamente.

As projeções para o câmbio de 2025 a 2028 seguem estáveis, assim como as estimativas para a Selic.

3- IGP-10 volta a subir

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) voltou a subir em agosto depois de quatro meses de deflação, mas ficou abaixo do esperado, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em agosto, o IGP-10 teve alta de 0,16%, após recuo de 1,65% em julho, passando a acumular em 12 meses avanço de 2,84%. Os economistas consultados pela Reuters projetavam uma alta de 0,32% na base mensal.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, subiu 0,06% em agosto, depois de recuar 2,42% no mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou a alta de 0,18% no mês, depois de avanço de 0,13% em julho. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez, subiu 0,82% em agosto, depois de uma alta de 0,57% em julho.

Vale lembrar que o IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

4- Rússia e Ucrânia

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da Rússia, Vladimir Putin se reuniram na última sexta-feira (15) no Alasca em uma tentativa de negociações para um acordo de paz entre o Kremlin e a Ucrânia.

Após a cúpula, Trump afirmou que as quase três horas de conversas diretas com Putin não resultaram em um acordo para interromper a guerra, embora ele tenha caracterizado a reunião como “muito produtiva”.

Nesta segunda-feira (18), o presidente dos EUA deve se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, em Washington.

Líderes europeus, incluindo de Alemanha, França e Reino Unido, também participarão do encontro, buscando reforçar sua posição enquanto a Casa Branca pressiona por um acordo de paz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trump está tentando convencer Zelenskiy a desistir das esperanças de recuperar a Crimeia anexada ou de entrar para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como premissa para um acordo de paz.

5- Impasse nas negociações entre EUA e Índia

Assim como o Brasil, a Índia enfrenta um impasse nas negociações com os EUA. Segundo fontes à Reuters, uma visita dos negociadores norte-americanos a Nova Délhi programada para o fim de agosto foi cancelada.

A atual rodada de negociações para um acordo comercial bilateral provavelmente será adiada para outra data que ainda não foi decidida, ainda de acordo com a agência de notícias.

No início de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos indianos, citando as contínuas importações de petróleo russo por Nova Délhi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A nova taxa de importação, que entrará em vigor a partir de 27 de agosto, elevará as tarifas sobre algumas exportações indianas para até 50% – entre as mais altas cobradas de qualquer parceiro comercial dos EUA.

*Com informações de Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar