Finanças Pessoais

Em busca de dinheiro? 5 regras que permitem abater despesas e recuperar valores pagos

17 set 2026, 13:57
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Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Reduzir a conta de luz, resgatar créditos de notas fiscais e utilizar deduções tributárias garantidas por lei são caminhos eficientes para melhorar o orçamento doméstico.

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Reunimos a seguir cinco regras previstas na Legislação que permitem abater despesas ou reaver dinheiro gasto – e elas beneficiam tanto as pessoas que ganham mais quanto as que têm menor renda.

Enquanto programas de desconto tarifário são voltados exclusivamente a famílias de baixa renda, os abatimentos no Imposto de Renda exigem a apresentação de declaração completa por quem possui renda tributável mais elevada.

As 5 frentes de abatimento previstas em lei

Confira os principais dispositivos legais em vigor e a qual perfil de renda cada um se destina:

Desconto social na conta de luz (baixa renda): o programa concede até 100% de desconto na conta de energia elétrica para consumo mensal de até 80 kWh (para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo). Também isenta a cota da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para faturas de até 120 kWh (para famílias com renda por pessoa entre meio e um salário mínimo).

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Créditos de programas de nota fiscal (todos os perfis): solicitar o CPF na nota fiscal em compras do dia a dia acumula saldos em programas estaduais (como Nota Legal ou Nota Fiscal Paulista). O valor pode ser resgatado via Pix ou utilizado para abater impostos como IPVA e IPTU.

Isenção em cartórios e registros (baixa e média renda): a emissão de certidões e o primeiro registro de imóveis populares contam com isenção total ou parcial de taxas cartorárias para quem comprova renda dentro dos limites legais.

Deduções e isenções no IRPF (média e alta renda): lançar despesas médicas comprovadas na declaração completa do Imposto de Renda ou apresentar laudos de condições graves previstos em lei reduz o imposto devido e aumenta o valor da restituição.

Revisão e subsídio na moradia (variável por programa): a aplicação de subsídios habitacionais na entrada do imóvel e a revisão periódica de encargos contratuais reduzem o custo efetivo total do financiamento no longo prazo.

O impacto real conforme o seu perfil financeiro

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Como os critérios de elegibilidade dessas regras federais e estaduais são distintos, a economia anual prevista deve ser calculada de forma segmentada, e não somada cumulativamente:

Para famílias de baixa renda (Tarifa Social): a economia na conta de luz pode chegar a cerca de R$ 1.200 por ano em faturas de consumo reduzido, mediante cadastro atualizado no Cadastro Único (CadÚnico).

Para contribuintes que declaram IRPF (deduções médicas e cartório): a inclusão correta de despesas de saúde ou o desconto de primeiro imóvel (garantido pela Lei nº 6.015/1973) evitam desembolsos pontuais que superam R$ 800 por ano.

Para todos os cidadãos (créditos fiscais): a participação ativa em programas de cidadania fiscal garante resgates médios entre R$ 300 e R$ 500 por ano, segundo balanços das secretarias estaduais de Fazenda (Sefaz).

Como checar seus saldos e direitos

  1. Créditos de nota fiscal: acesse o portal da Secretaria da Fazenda do seu estado utilizando seu login Gov.br para verificar o saldo acumulado e cadastrar sua chave Pix para resgate.
  2. Tarifa social de energia: mantenha os dados da família atualizados no CadÚnico junto ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do seu município.
  3. Deduções no Imposto de Renda: guarde todos os recibos e notas fiscais de despesas médicas ao longo do ano e consulte os limites de dedução antes de enviar a declaração anual à Receita Federal.
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As diretrizes jurídicas citadas têm como base a Medida Provisória nº 1.300/2025 (Tarifa Social), normas da Receita Federal (IRPF) e a Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973). As estimativas de economia apresentadas referem-se aos tetos de cada categoria individualmente.

* Sob supervisão de Maria Carolina Abe

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Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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