Mercados

Ibovespa cai mais de 1% e volta aos 172 mil pontos com Petrobras (PETR4); como andam os mercados nesta sexta-feira (7)

07 ago 2026, 12:08 - atualizado em 07 ago 2026, 12:28
mercado morning ibovespa wall street
(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

O Ibovespa (IBOV) perdeu mais de 2 mil pontos nas primeiras horas do pregão desta sexta-feira (7), em dia de reação a balanços corporativos e potencial saída de fluxo estrangeiro, após começar a sessão em alta com apoio de Wall Street.

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Por volta de 12h (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a mínima intradia aos 172.761,33 pontos (-1,59%). Só seis ações sobem no IBOV.



Sobe e desce do Ibovespa

A virada das ações da Petrobras (PETR4;PETR3) para o tom negativo pressiona o Ibovespa, já que os papéis da estatal juntos são os que detêm maior participação na carteira do índice.

Por volta de 11h50 (horário de Brasília), PETR3 caía 1,84% (R$ 46,44) e PETR4 registrava queda de 1,57% (R$ 41,47), após subirem mais de 2% na abertura das negociações em reação ao balanço do 2T26.

Entre os números do 2T26, a petroleira reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no período, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava R$ 50,8 bilhões.

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A companhia também informou que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas, como antecipação dos proventos relativos ao exercício de 2026.

Além disso, os preços do petróleo também operam em alta, o que normalmente impulsiona as ações da estatal. O contrato futuro do Brent para outubro, referência mundial, sobe mais de 1%, a US$ 83,50.

Mas o que pesa sobre os papéis é a dúvida sobre distribuição de dividendos extraordinários. Em entrevista à CNN Money, o diretor financeiro da estatal, Fernando Melgarejo, afirmou que “dificilmente” haverá pagamento de proventos extraordinários.

As ações da Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, também opera sem fôlego, apesar da valorização do minério de ferro na bolsa de Dalian (DCE), na China. No mesmo horário, VALE3 caía 0,12%, a R$ 75,30.

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O setor de bancos também opera em queda: o Índice Financeiro (IFNC) recua 1,68%.

Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Já a ponta positiva, formada por apenas seis ações, é liderada por Fleury (FLRY3), que salta mais de 10%, também em reação ao balanço do 2T26. Na avaliação dos analistas, o resultado da companhia foi sólido, com números operacionais positivos, forte geração de caixa e alavancagem controlada.

E o dólar?

O dólar opera em queda ante as moedas globais, como euro e libra, após dados do mercado de trabalho mais fracos do que o esperado radiarem as apostas de alta nos juros nos Estados Unidos. Por volta de 12h, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,30%, no nível dos 99 pontos.

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Na comparação com o real, o dólar também perde força. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,0905, com baixa de 0,33%.

O relatório de empregos não-agrícolas, o payroll, desacelerou mais do que o esperado em julho. O documento apontou o fechamento de 23 mil postos de trabalho no mês passado, ante a expectativa de abertura de 80 mil vagas no período.

A taxa de desemprego também recuou de 4,2% em junho para 4,1% em julho, enquanto os economistas projetavam estabilidade.

O payroll é a principal referência do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para o mercado de trabalho.

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Antes da divulgação do relatório, o mercado precificava 55% de chance de uma alta de juros na reunião de setembro do Fed, contra 45% de manutenção. Após os dados, o cenário se inverteu: a probabilidade de manutenção passou para 57,9%, enquanto a de uma elevação caiu para 42,1%, segundo o FedWatch, do CME Group.

Com a mudança nas expectativas para setembro, outubro passou a ser a principal janela para uma eventual alta dos juros norte-americanos.

Wall Street em alta

Os índices de Wall Street operam em alta, próxima dos recordes históricos, com o dado de emprego mais fraco, e caminham para a segunda consecutiva de ganhos.

Por volta de 12h30 (horário de Brasília), o S&P 500 subia 0,57%, aos 7.753,53 pontos; Dow Jones tinha alta de 0,25%, aos 54.020,27 pontos, e Nasdaq avançava 1,13%, aos 26.647,124 pontos.

Ásia e Europa

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Na Ásia, os índices fecharam o pregão sem direção única: o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,12%, aos 65.606,71 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong teve ganho de 0,54%, aos 25.668,03 pontos pontos.

Na Europa, os mercados operam em tom positivo. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrava avanço de 0,47%, aos 661,26 pontos, por volta de 12h.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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