Mercados

Ibovespa salta mais de 12% e tem melhor desempenho mensal desde novembro de 2020

30 jan 2026, 18:52 - atualizado em 30 jan 2026, 19:24
Alta ações ibovespa
(Imagem: Canva Pró)

O Ibovespa (IBOVdeu sequência o ritmo de fortes ganhos do ano anterior e começou 2026 renovando recordes históricos com a entrada de capital estrangeiro.

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Em janeiro, o índice superou os 186 mil pontos pela primeira vez e acumulou valorização de 12,56%, o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020. 

o dólar acumulou desvalorização de 4,40% sobre o real no mês e terminou a última sessão do mês cotado a R$ 5,2476.

A tendência de alta foi impulsionada pela forte injeção de capital estrangeiro, com a rotação global. Houve uma saída de dólares dos Estados Unidos, iniciada na segunda quinzena do mês, após a escalada das tensões geopolíticas protagonizadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo dados da B3, os investidores estrangeiros aportou mais de R$ 23 bilhões até o dia 28 de janeiro, sendo o maior volume mensal desde janeiro de 2022. O montante também equivale a mais de 90% de todo o investimento estrangeiro registrado ao longo de 2025, quando entraram R$ 25,47 bilhões.

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O cenário eleitoral começou a ganhar espaço nos mercados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue na liderança em todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro deste ano, mas o petista reduziu a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno, nas pesquisas mais recentes.

Além disso, o Mercosul União Europeia (UE) assinaram um acordo de livre comércio, após 26 anos de negociações.

No exterior, as tensões geopolíticas escalaram com a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Após a intervenção, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA e a Venezuela estão trabalhando “bem” juntos, acrescentando que pelo menos US$ 100 bilhões serão investidos pelas “grandes empresas de petróleo” no país latino.

Desdobramentos do Caso Master

O mercado também seguiu acompanhado os desdobramentos da liquidação e investigação por fraude bancária do Banco Master. No último dia 21, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A.

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A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra três autoridades do Rioprevidência para apurar a suspeita de operações financeiras irregulares no Caso Master.

Política monetária

Na última quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, a quinta manutenção consecutiva.

No comunicado, porém, o Comitê retomou o ‘forward guidance’ e disse que irá reduzir os juros na próxima reunião, em março.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

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O colegiado destacou que a magnitude e o ritmo de cortes dependerão da “evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”.

A sinalização de um início de afrouxamento monetário refletiu no aumento das apostas de um corte de 0,50 ponto percentual na curva de juros futuros brasileira.

Nos Estados Unidos, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) também manteve os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado, e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado, sem qualquer indicação de retomada de corte nos juros nos próximos meses.

Mais uma vez, a decisão não foi unânime: os diretores Stephen Miran – indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, – e Christopher Waller – um dos cotados a substituir Jerome Powell –, votaram pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa referencial.

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O mês encerrou com a indicação de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve (Fed), para substituir Jerome Powell, que encerra o mandato em maio. 

As maiores altas do Ibovespa em janeiro

Cogna (COGN3) liderou os ganhos do Ibovespa em janeiro com alta de 44%, mesmo após subir mais de 240% em 2025, com revisões positivas de bancos.

Entre eles, o JP Morgan elevou a recomendação de COGN3 de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 6,50 em dezembro deste ano.

Na avaliação dos analistas Marcelo Santos e Livea Mizobata, as ações da educacional seguem negociadas a um valuation “atrativo”, mesmo após a alta de 240% em 2025. A dupla também vê uma perspectiva sólida de crescimento na companhia.

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O UBS BB também revisou as estimativas para a educacional e manteve a recomendação neutra dos papéis e o preço-alvo em R$ 4.

Os analistas consideram que a melhora dos fundamentos da Cogna pode sustentar os níveis atuais de valuation – “precificando de forma justa a relação risco-retorno da companhia”, afirmaram Andre Salles, Leonardo Olmos e Eduardo Resende.  

Petrobras (PETR4) também ‘brilhou’ com alta de mais de 24%, entre as maiores altas do mês, engatando uma sequência de 10 altas consecutivas. A estatal teve apoio da forte valorização do petróleo Brent no mercado internacional, em meio a escalada das tensões geopolíticas.

O contrato mais líquido do Brent, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, saltou 13,9% em janeiro, com o barril a US$ 69,32.

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Com os fortes ganhos, a companhia superou a marca de R$ 500 bilhões em valor de mercado, retomando o patamar de abril do ano passado. 

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO MENSAL
COGN3 Cogna ON 43,99%
RAIZ4 Raízen ON 27,16%
PETR3 Petrobras ON 24,01%
VAMO3 Vamos ON 23,53%
PRIO3 PRIO ON 23,10%
PETR4 Petrobras PN 22,52%
UGPA3 Ultrapar ON 21,44%
MULT3 Multiplan ON 20,88%
YDUQ3 Yduqs ON 20,54%
CYRE3 Cury ON 20,08%

As maiores quedas do índice no mês

As ações da Vivara (VIVA3) lideraram a ponta negativa do Ibovespa em janeiro, pressionada pela forte valorização do ouro – já que os preços de metais preciosos mais altos tendem a aumentar os custos de produção da varejista.

O contrato mais líquido do ouro, negociado na Comex – divisão de metais de New York Mercantile Exchange (Nymex) nos EUA – acumulou alta de 9,30% no mês, cotado a US$ 4.745,10 por onça-troy.

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO MENSAL
VIVA3 Vivara ON -15,22%
HAPV3 Hapvida ON -11,74%
MBRF3 MBRF ON -6,56%
CEAB3 C&A Modas ON -6,50%
AURE3 Auren ON -5,14%
SMFT3 Smart Fit ON -4,98%
SUZB3 Suzano ON -4,12%
CPFE3 CPFL Energia ON -3,43%
DIRR3 Direcional ON -1,20%
TAEE11 Taesa units -1,14%

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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