Analista vê correção do Ibovespa em baixa desta quarta (15); veja destaques do Giro do Mercado
O Ibovespa (IBOV) recua nesta quarta-feira (15) depois de renovar recordes, e o dólar segue abaixo de R$ 5. O movimento da bolsa hoje pode ser visto como um ajuste técnico, disse o sócio da GT Capital, Nicolas Gass, no Giro do Mercado, apresentado pela jornalista Giovana Leal.
Na véspera, o principal índice da bolsa superou os 199 mil pontos na máxima do dia e fechou em recorde. “É sempre normal, um dia, três, quatro dias depois de muitas altas consecutivas, a gente observar um cenário de correção”, afirma Gass.
O fluxo estrangeiro sustenta a Bolsa e mantém o dólar abaixo de R$ 5. “Essa entrada de fluxo dá uma pressão vendedora”, disse, ao citar a moeda americana em torno de R$ 4,98. Há espaço para acomodação adicional do dólar, diante do diferencial de juros e da entrada de recursos no país, segundo ele.
Dentre os destaques do dia, o analista comentou que o avanço do IGP-10 neste mês reforça o sinal de pressão inflacionária. O índice foi puxado sobretudo por gasolina e tomate. No ano, acumula alta de 2,57% e, em 12 meses, de 0,56%. “Ele é mais um indício de que, de fato, essa inflação vai ser um problema central”, disse.
O indicador antecipa pressão no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), especialmente em alimentos e transportes. Ele lembrou que o petróleo segue pressionado e que os efeitos inflacionários da guerra continuam incertos.
No campo político, pesquisa Genial/Quest aponta cenário mais apertado para a eleição presidencial de 2026. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 37%, ante 32% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No segundo turno, há empate técnico, mas Flávio aparece à frente, com 42% contra 40%. O levantamento também indica desaprovação de 52% ao governo e aprovação de 43%.
Entre os destaques corporativos, a Vibra Energia (VBBR3) subia após vender sua fatia na Evolua Etanol para a Copersucar. Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3) estava entre as maiores quedas após cortes de preço-alvo pelo Itaú BBA. A Azul (AZUL4) divulgou dados financeiros mensais não auditados no processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.
No exterior, investidores acompanham a guerra no Oriente Médio e a temporada de balanços nos EUA. JP Morgan e Bank of America superaram expectativas, em meio à volatilidade e retomada de fusões e aquisições.
*Com supervisão de Kaype Abreu