Inflação

Inflação anual na zona do euro ultrapassa 3% e consolida apostas de alta dos juros pelo BCE

01 set 2026, 7:52
Compras, Empresas
(Imagem: REUTERS/Eric Gaillard/File Photo)

A inflação anual na zona do euro voltou a ultrapassar os 3% em agosto devido ao aumento dos custos da energia, reforçando os argumentos já sólidos a favor de um novo aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu neste mês uma vez que a guerra no Irã continua exercendo pressão de alta sobre os preços.

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A inflação nos 21 países que adotam o euro acelerou de 2,9%, em julho para 3,3% em agosto, impulsionada quase inteiramente pelos custos mais elevados da energia, já que os preços do petróleo bruto e do gás natural subiram e as refinarias aumentaram suas margens, segundo dados divulgados pela Eurostat nesta terça-feira.

As pressões subjacentes sobre os preços permaneceram modestas, no entanto, oferecendo alguma tranquilidade às autoridades de que o aumento dos preços da energia ainda não está desencadeando o tipo de efeitos de segunda ordem que poderiam perpetuar a inflação acelerada e forçar o BCE a tomar medidas mais agressivas.

De fato, a inflação subjacente — números que excluem os preços voláteis de alimentos e combustíveis — recuou de 2,5% para 2,4% no mês passado, à medida que o aumento dos preços dos serviços, o maior componente isolado da cesta de preços ao consumidor, desacelerou de 3,3% para 3,0%.

Os números divulgados nesta terça-feira estão em consonância com as próprias expectativas do BCE e sugerem que o aumento amplamente esperado da taxa de depósito para 2,50% em 10 de setembro — a segunda medida do banco neste ano, após alta em junho — será uma decisão relativamente fácil.

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Investidores financeiros já precificaram esse movimento, sugerindo que seu foco estará na trajetória dos juros no futuro, uma questão mais complicada já que as opiniões divergem sobre a real gravidade dos problemas de inflação na zona do euro.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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