Ibovespa

Inter estima o valuation justo para o Ibovespa e ainda enxerga espaço para recuperação em 2026; confira

21 ago 2026, 15:11 - atualizado em 21 ago 2026, 15:12
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(Imagem: iStock/hernan4429)

O Ibovespa (IBOV), o principal índice da bolsa brasileira, vem desde 2021 negociando sistematicamente abaixo de sua média histórica de preço em relação ao lucro (P/L), na avaliação do Banco Inter.

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No início deste ano, porém, o índice chegou a flertar com um retorno a essa média, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro em busca de ativos de maior risco e desconto em emergentes, num momento em que a bolsa norte-americana já negociava esticada.

A escalada do conflito no Oriente Médio, a alta nos preços do petróleo, os receios com a inflação global e a proximidade de ciclos eleitorais atrapalharam o desempenho do Ibovespa e levaram a uma nova reprecificação para baixo.

Diante desse cenário, surge a pergunta que orienta a revisão do preço-alvo do índice pelo Inter: qual seria o múltiplo justo para o Ibovespa hoje?

Preço-alvo para o Ibovespa em 2026

Após a temporada de balanços corporativos do segundo trimestre, o Inter usa o P/L como um termômetro para medir a “temperatura” do Ibovespa como um todo.

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Como cenário-base, o Inter adotou um múltiplo de P/L de 9,5 vezes, patamar considerado conservador pelo analista do Inter Rafael Winalda, e que oferece uma margem de segurança relevante.

Cruzando esse múltiplo com as projeções intermediárias de lucro das empresas componentes do índice, estima-se um preço-alvo para o Ibovespa de aproximadamente 193 mil pontos para o final de 2026 e de 204 mil pontos para 2027.

“O ponto central dessa conta é que não precisamos contar com cenários mágicos ou lucros astronômicos para justificar um upside relevante: basta que as empresas entreguem o que já é esperado no meio-termo para que a bolsa destrave um valor considerável frente aos patamares atuais”, afirma Winalda em relatório do Inter.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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