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Não deu nem tempo: Itaú eleva preço-alvo da XP, mas ação ‘come’ potencial em um dia com efeito Flávio

05 out 2026, 19:48
XP Investimentos
(Imagem: Reuters/Amanda Perobelli)

O Itaú BBA elevou o preço-alvo da XP (XP) de US$ 22 para US$ 27 para o fim de 2027 e reiterou a recomendação de compra para a ação. O problema é que ação simplesmente saltou 30% nesta segunda-feira, a US$ 28,15, em meio ao trade eleitoral e queimou com todo o potencial projetado pela corretora.

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Na avaliação do Itaú, a XP é a empresa do mercado de capitais com maior potencial tanto para valorização dos lucros quanto para expansão de múltiplos.

O banco destaca que a ação negocia com desconto em relação ao próprio histórico e também frente a concorrentes como BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3).

Atualmente, a XP é negociada a 9,6 vezes o preço sobre o lucro (P/L) estimado para os próximos 12 meses, cerca de 9% abaixo da média histórica recente.

Caso o múltiplo avance para aproximadamente 13 vezes, nível equivalente ao limite superior de um desvio-padrão acima da média histórica, o papel teria potencial de valorização de cerca de 34%.

Por que o Itaú está otimista com a XP?

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A tese do Itaú está apoiada principalmente em três frentes: retomada da atividade dos investidores de varejo, melhora da monetização da renda fixa e alavancagem operacional.

No varejo, o banco observa que investidores pessoas físicas mantêm atualmente cerca de 15,2% de suas carteiras em ações, contra quase 30% em 2020. O volume negociado também está próximo da parte inferior da faixa histórica.

Para 2027, o cenário-base do Itaú considera volume médio diário negociado em ações de R$ 4,4 bilhões.

Caso a alocação em ações avance para 17,3% e a rotatividade das carteiras chegue a 112%, o volume poderia alcançar cerca de R$ 5,6 bilhões, elevando a receita bruta da XP em 6%, sem alteração na taxa de monetização.

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Em um cenário ainda mais otimista, com 19,3% das carteiras alocadas em ações e rotatividade de 138%, o volume médio diário negociado poderia chegar a R$ 7,7 bilhões, o que representaria alta de 10% a 16% na receita bruta, dependendo da monetização.

Na renda fixa, o Itaú avalia que uma maior participação das ações nas carteiras reduziria o peso desses produtos nos investimentos totais.

Por outro lado, uma melhora na monetização poderia compensar esse efeito, especialmente se a queda dos juros estimular a migração de aplicações com liquidez diária para títulos corporativos de prazo mais longo.

Já em relação à eficiência operacional, o cenário-base para 2027 considera margem antes dos impostos de 30,7%. Se a receita ficar 9% acima do esperado e houver uma melhora de 0,75 ponto percentual na eficiência, o lucro antes dos impostos poderia aumentar mais de 11%.

Até onde a XP pode chegar?

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O preço-alvo de US$ 27 considera lucro estimado de R$ 6 bilhões em 2027 e múltiplo de 12,2 vezes o P/L projetado.

O Itaú também simulou outros cenários. Com o mesmo lucro de R$ 6 bilhões, mas múltiplo de 13 vezes, o preço justo chegaria a US$ 29, representando potencial de alta de 35%.

Em um cenário intermediário mais otimista, com lucro líquido de R$ 7,1 bilhões e P/L de 13 vezes, a ação poderia alcançar cerca de US$ 33, o que representaria valorização de 53%.

No cenário negativo, por outro lado, o impacto sobre os lucros seria limitado, mas o múltiplo poderia cair para 7 vezes. Nesse caso, o preço da ação chegaria a aproximadamente US$ 15, uma queda potencial de 30%.

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Assim, a leitura do Itaú é que a XP reúne espaço para crescer os lucros e, ao mesmo tempo, recuperar parte do múltiplo perdido nos últimos anos.

O banco considera que a empresa está posicionada para capturar uma eventual retomada dos mercados e do apetite dos investidores de varejo.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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