Guerra

Irã ameaça fechar mais rotas marítimas e eleva tensão sobre estreito que vai até o Mar Vermelho

16 jul 2026, 9:39
Bandeiras dos Estados Unidos e do Irã em foto de ilustração
Bandeiras dos Estados Unidos e do Irã em foto de ilustração (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

Em meio à escalada do conflito com os Estados Unidos, o Irã passou a ameaçar o fechamento de novas rotas estratégicas para a exportação de petróleo e gás, ampliando as advertências que, até então, estavam concentradas no Estreito de Ormuz.

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A sinalização ocorre após o governo Donald Trump intensificar a ofensiva militar contra o país asiático e manter um bloqueio naval no estreito.

Em comunicado divulgado pela agência estatal iraniana Irna na quarta-feira (15), a Guarda Revolucionária afirmou que, se as exportações da região forem interrompidas, elas não estarão disponíveis “para ninguém”.

Embora o comunicado não especifique quais corredores poderão ser alvo de novas ações, uma das rotas sob maior atenção é o Estreito de Bab el-Mandeb, entre Iêmen, Djibuti e Eritreia. A passagem conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Oceano Índico.

Cerca de 12% do comércio marítimo mundial passa por Bab el-Mandeb, corredor que também dá acesso ao Canal de Suez para embarcações que fazem a ligação entre a Ásia e a Europa.

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A importância estratégica da região também está ligada à proximidade com o Iêmen, onde atuam os rebeldes Houthis, grupo apoiado pelo Irã. Durante a guerra entre Israel e o Hamas, os houthis realizaram sucessivos ataques contra embarcações comerciais que cruzavam a rota, obrigando grandes empresas de navegação a desviar seus navios pelo extremo sul da África.

Até então, as ameaças de Teerã estavam concentradas em Ormuz, principal corredor de exportação de petróleo do mundo. Segundo a Guarda Revolucionária, a passagem está e permanecerá fechada enquanto os Estados Unidos não interromperem os “atos de agressão” contra o país.

Ao mencionar a possibilidade de bloquear outros corredores energéticos, porém, o Irã amplia o alcance de sua estratégia de pressão sobre Washington e seus aliados, elevando riscos para o comércio global de petróleo e gás.

No comunicado, a Guarda Revolucionária acusou os Estados Unidos de bloquear a rota do Oceano Índico e afirmou que, diante desse cenário, poderá retaliar fechando outras vias estratégicas.

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“O inimigo deve saber que, agora que seus piratas bloquearam a rota do Oceano Índico para a exportação do petróleo e do gás da região para o mundo – medida que coloca em risco os interesses dos rivais econômicos dos Estados Unidos -, deve esperar que outras rotas de exportação de petróleo e gás que atendem aos interesses dos Estados Unidos e de seus aliados também sejam fechadas”, afirmou a corporação.

Na sequência, o comunicado acrescenta: “As exportações de petróleo e gás da região estarão disponíveis para todos ou para ninguém.”

Do lado americano, o governo de Donald Trump mantém um bloqueio naval para impedir a circulação de embarcações ligadas ao Irã no Estreito de Ormuz e intensificou a ofensiva militar contra o país. Na madrugada desta quinta-feira, 16, forças dos EUA ampliaram os bombardeios e atingiram, pela primeira vez nesta nova fase do conflito, áreas próximas a Teerã.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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