Money Picks

ISA Energia (ISAE4) é elevada a compra e Multiplan (MULT3) é top pick da semana: veja as recomendações do Money Picks

20 abr 2026, 8:05 - atualizado em 20 abr 2026, 8:07

Na edição desta semana do Money Picks, os jornalistas do Money Times reúnem as principais recomendações das corretoras para ações da bolsa brasileira. Descubra se é hora de comprar ou de vender.

A ISA Energia acumulava alta superior a 50% nos últimos 12 meses, o que levanta dúvidas sobre o espaço para novas valorizações. Ainda assim, o Bank of America elevou a recomendação de venda para compra e revisou o preço-alvo de R$ 26 para R$ 35.

A companhia atua no segmento de transmissão, conhecido por estabilidade de receitas e baixa volatilidade, mas ainda negociado pelo mercado com percepção de risco elevada.

Entre os principais pontos monitorados estão um contencioso de cerca de R$ 2,7 bilhões e potenciais ganhos ligados a ajustes regulatórios e à inclusão de ativos na base de remuneração.

A recomendação de compra se baseia na leitura de que esses fatores ainda não estão plenamente precificados pelo mercado, o que abre espaço para reprecificação caso a percepção de risco da companhia diminua.

BB Seguridade (BBSE3), tradicional pagadora de dividendos, teve recomendação rebaixada para venda e preço-alvo reduzido de R$ 35 para R$ 32, segundo o Itaú BBA.

As projeções indicam queda de cerca de 1,5% nos prêmios emitidos, com destaque negativo para o seguro agrícola, que pode recuar quase 30%, em meio a um cenário mais fraco no agronegócio.

Mesmo com dividend yield em torno de 11%, o mercado passou a precificar desaceleração dos lucros, com queda estimada de 6% em 2026 e recuperação limitada no ano seguinte.

A Multiplan segue entre as principais recomendações do setor de shoppings, com preço-alvo de R$ 45 e potencial de valorização de cerca de 31%.

A tese é sustentada por valuation abaixo da média histórica e por um portfólio de shoppings premium, com forte geração de caixa e dominância regional.

O Santander elevou projeções para 2026, citando melhora de margens, ganho de eficiência operacional e possível impacto positivo de mudanças tributárias.

Entre os riscos estão juros elevados, desaceleração do consumo e eventual aumento de vacância.

A Vale caiu cerca de 6% recentemente, mas parte do mercado vê o movimento como exagerado, com recuperação parcial das ações.

O minério de ferro segue acima de US$ 100 por tonelada, sustentando os resultados, enquanto a receita dolarizada atua como proteção em cenários de incerteza.

A ação negocia a cerca de 4,5 vezes EV/Ebitda, abaixo de pares do setor, com destaque também para a divisão de metais básicos.

A tese aponta potencial de retorno em torno de 9% aos acionistas em 2026, via dividendos e distribuições.

*Com supervisão de

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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