ISA Energia (ISAE4) é elevada a compra e Multiplan (MULT3) é top pick da semana: veja as recomendações do Money Picks
Na edição desta semana do Money Picks, os jornalistas do Money Times reúnem as principais recomendações das corretoras para ações da bolsa brasileira. Descubra se é hora de comprar ou de vender.
- ISA Energia (ISAE4) com potência total
A ISA Energia acumulava alta superior a 50% nos últimos 12 meses, o que levanta dúvidas sobre o espaço para novas valorizações. Ainda assim, o Bank of America elevou a recomendação de venda para compra e revisou o preço-alvo de R$ 26 para R$ 35.
A companhia atua no segmento de transmissão, conhecido por estabilidade de receitas e baixa volatilidade, mas ainda negociado pelo mercado com percepção de risco elevada.
Entre os principais pontos monitorados estão um contencioso de cerca de R$ 2,7 bilhões e potenciais ganhos ligados a ajustes regulatórios e à inclusão de ativos na base de remuneração.
A recomendação de compra se baseia na leitura de que esses fatores ainda não estão plenamente precificados pelo mercado, o que abre espaço para reprecificação caso a percepção de risco da companhia diminua.
- BB Seguridade (BBSE3): hora de repensar?
BB Seguridade (BBSE3), tradicional pagadora de dividendos, teve recomendação rebaixada para venda e preço-alvo reduzido de R$ 35 para R$ 32, segundo o Itaú BBA.
As projeções indicam queda de cerca de 1,5% nos prêmios emitidos, com destaque negativo para o seguro agrícola, que pode recuar quase 30%, em meio a um cenário mais fraco no agronegócio.
Mesmo com dividend yield em torno de 11%, o mercado passou a precificar desaceleração dos lucros, com queda estimada de 6% em 2026 e recuperação limitada no ano seguinte.
A Multiplan segue entre as principais recomendações do setor de shoppings, com preço-alvo de R$ 45 e potencial de valorização de cerca de 31%.
A tese é sustentada por valuation abaixo da média histórica e por um portfólio de shoppings premium, com forte geração de caixa e dominância regional.
O Santander elevou projeções para 2026, citando melhora de margens, ganho de eficiência operacional e possível impacto positivo de mudanças tributárias.
Entre os riscos estão juros elevados, desaceleração do consumo e eventual aumento de vacância.
A Vale caiu cerca de 6% recentemente, mas parte do mercado vê o movimento como exagerado, com recuperação parcial das ações.
O minério de ferro segue acima de US$ 100 por tonelada, sustentando os resultados, enquanto a receita dolarizada atua como proteção em cenários de incerteza.
A ação negocia a cerca de 4,5 vezes EV/Ebitda, abaixo de pares do setor, com destaque também para a divisão de metais básicos.
A tese aponta potencial de retorno em torno de 9% aos acionistas em 2026, via dividendos e distribuições.
*Com supervisão de