Itaú BBA aposta em ‘fábrica de bilionários’ para lucrar após eleição de Lula
Qual a fórmula para lucrar, ou pelo menos, parar de perder dinheiro após o Ibovespa despencar 20% em meio ao resultado eleitoral que reconduziu Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República?
Para o Itaú BBA, a resposta é simples: não reinventar a roda. A estratégia passa por investir em empresas de qualidade comprovada. E, nesse contexto, uma das chamadas “fábricas de bilionários” da bolsa entrou na mira da corretora para dezembro.
A escolhida foi a WEG (WEGE3), incluída na carteira Top 5 do banco. Segundo os analistas, a tese se apoia principalmente na diversificação geográfica da companhia, que figura entre as maiores multinacionais brasileiras.
Não por acaso, a empresa carrega o apelido de “fábrica de bilionários”, já que pelo menos três membros das famílias controladoras figuram entre os bilionários da lista da Forbes.
“Após os resultados do terceiro trimestre, observamos uma aceleração no crescimento das receitas e perspectivas de revisões positivas para os lucros de 2027”, afirmam os analistas.
Além disso, o Itaú BBA considera que o papel apresenta um ponto de entrada mais atrativo. A ação negocia perto de 25 vezes o lucro projetado, aproximadamente 15% abaixo da média histórica.
No acumulado do ano, os papéis da WEG andam de lado, mas avançaram cerca de 12% nas últimas semanas, enquanto o Ibovespa acumulou forte queda no mesmo período.
Para o banco, investir na companhia também significa ganhar exposição a tendências estruturais que devem moldar a economia nos próximos anos, como eletrificação, expansão das redes de energia, data centers, inteligência artificial e sistemas de armazenamento de energia.
Para abrir espaço à entrada da WEG, o Itaú BBA retirou a Eneva (ENEV3) da seleção.
Desempenho em outubro
Em outubro, a carteira Top 5 recuou 7,4%, mas ainda conseguiu superar o Ibovespa em 2,5 pontos percentuais.
A principal contribuição positiva veio de Petrobras (PETR4), cujas ações avançaram 7%, beneficiadas pela manutenção dos preços do petróleo.
Na ponta oposta, Eneva (ENEV3), Sabesp (SBSP3) e XP (XPBR31) sofreram com a abertura da curva de juros e com a rotação dos investidores para empresas exportadoras e de perfil mais defensivo.
Veja a carteira Top 5 do Itaú BBA
| Empresa | Setor | Código | Peso | Preço-alvo (R$) | Upside | Dividend Yield 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Embraer | Bens de Capital | EMBJ3 | 20% | 124,00 | 24,5% | 0,3% |
| XP | Bancos e Serviços Financeiros | XPBR31 | 20% | 119,60 | 55,1% | 8,8% |
| WEG | Bens de Capital | WEGE3 | 20% | 50,00 | 3,4% | 1,0% |
| Sabesp | Saneamento e Energia Elétrica | SBSP3 | 20% | 33,10 | 34,0% | 3,0% |
| Petrobras | Energia | PETR4 | 20% | 64,00 | 21,4% | 11,5% |
A carteira mantém distribuição igualitária entre os cinco ativos, buscando combinar exposição a crescimento, geração de caixa e pagamento de dividendos.