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Itaúsa (ITSA4): Ajustes contábeis na Aegea reduziram patrimônio líquido da holding em R$ 700 milhões; entenda

14 abr 2026, 10:44 - atualizado em 14 abr 2026, 10:44
itaú e itaúsa - JCP
(Imagem: Reprodução)

A holding Itaúsa (ITSA4) informou ao mercado que ajustes contábeis realizados pela Aegea tiveram impacto negativo de R$ 700 milhões em seu patrimônio líquido.

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No fato relevante, divulgado ao mercado nesta terça-feira (14), a companhia aponta que o montante é “considerado imaterial para a holding que encerrou o exercício de 2025 com um patrimônio líquido de R$ 89 bilhões”.

A Aegea é uma das investidas da Itaúsa, e divulgou nas demonstrações financeiras referentes a 2025 ajustes contábeis decorrentes de revisões de políticas contábeis e reavaliações de estimativas que
demandaram a reapresentação de exercícios anteriores.

“A investida informou, ainda, que tais ajustes são de natureza exclusivamente contábil e não impactam sua posição de liquidez, sua geração de caixa operacional, tampouco implicam descumprimento de suas
obrigações financeiras ou vencimento antecipado de suas dívidas”, destaca a holding.

O impacto de aproximadamente R$ 700 milhões ocorre por conta da a participação acionária da Itaúsa na Aegea, de 13,27%. A Itaúsa afirma que possui participação minoritária e não atua em sua gestão operacional e financeira, exercendo sua influência por meio dos órgãos de governança.

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“Nesse contexto, seus representantes na governança da Aegea solicitaram o diagnóstico do ocorrido e a
apresentação, pela Administração da Investida, de plano de ação robusto voltado ao contínuo fortalecimento das práticas de governança, gestão de riscos e controles internos, objetivando suportar os planos de crescimento da empresa com as esperadas capturas de valor”, diz a Itaúsa.

Números da Aegea

Candidata a abrir capital na próxima janela de IPOs, a empresa de saneamento Aegea reportou lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, queda de 31% na comparação com 2024. Já a receita líquida proforma totalizou R$ 18,288 bilhões no ano passado, crescimento de 20,6% ante os R$ 15,158 bilhões registrados em 2024.

O Ebitda proforma totalizou R$ 10,297 bilhões em 2025, alta de 23,5% ante os R$ 8,337 bilhões de 2024. Desconsiderando o impacto positivo não recorrente de créditos de PIS/Cofins na Corsan, o crescimento foi de 16,4% no período.

Apesar do avanço operacional, o resultado financeiro pressionou o lucro. O resultado financeiro proforma foi negativo em R$ 6,652 bilhões em 2025, piora de 46,5% em relação ao resultado negativo de R$ 4,539 bilhões em 2024.

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A Moody’s Ratings colocou o Corportate Family Rating (CFR) Ba3 da Aegea Saneamento e o rating B1 da dívida sênior sem garantia da companhia, com suporte da Aegea Finance, em revisão para rebaixamento.

Segundo a agência de classificação, a revisão foi desencadeada por atrasos recorrentes na divulgação das demonstrações financeiras auditadas do exercício de 2025, em meio a determinados ajustes contábeis solicitados por sua auditora, a KPMG.

“Embora os resultados tenham sido divulgados dentro do período de tolerância de suas obrigações de reporte e sem ressalvas no parecer do auditor, diversas fragilidades identificadas nos controles internos levaram a reversões de receitas reportadas e a provisões mais rigorosas para créditos de liquidação duvidosa, entre outros ajustes”, afirma a Moody’s.

As deduções na demonstração de resultados de 2024 e no patrimônio líquido, no valor de R$ 593 milhões e R$ 4,3 bilhões, respectivamente, representaram cerca de 25% e 12% dos valores previamente divulgados pela Aegea.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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