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Japão ficou mais barato para brasileiros? Veja quanto custa viajar e quando vale a pena ir

23 ago 2026, 11:30
Vista do Monte Fuji no outono no Japão - Imagem: CanvaPro

O Japão nunca recebeu tantos brasileiros quanto agora. Em 2025, foram 110,6 mil visitantes do Brasil, alta de 29% em relação ao ano anterior e mais que o dobro do número registrado em 2019, antes da pandemia. Para 2026, o interesse continua em alta: as buscas por viagens ao país feitas por brasileiros no Skyscanner cresceram 22% em relação ao ano passado.

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A combinação de iene desvalorizado, isenção de visto e maior interesse pela cultura japonesa ajuda a explicar o movimento. O câmbio, em particular, tornou mais acessíveis gastos com hotéis, restaurantes, compras e outros serviços no país.

Em 2026, o iene chegou a 162 por dólar, o menor nível em quatro décadas. Para quem chega ao Japão com reais convertidos em moeda estrangeira, isso aumenta o poder de compra.

Além disso, desde setembro de 2023, brasileiros com passaporte comum eletrônico também podem entrar no país sem visto para estadias de até 90 dias. A dispensa está prevista para continuar valendo até 2029.

Quanto custa viajar para o Japão?

A passagem aérea continua sendo um dos principais obstáculos. De acordo com o Skyscanner, uma viagem de São Paulo para Tóquio em classe econômica custa, em média, entre R$ 3 mil e R$ 6 mil por trecho.

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Não há voos diretos entre Brasil e Japão, e a viagem costuma levar mais de 25 horas, considerando pelo menos uma conexão.

Para quem busca mais conforto, a diferença de preço é grande: a classe executiva parte de aproximadamente R$ 20 mil por trecho, enquanto a primeira classe pode ultrapassar R$ 50 mil somente na ida.

Transporte dentro do Japão

Uma vez no país, o trem é uma das formas mais práticas de locomoção. O trecho de trem-bala entre Tóquio e Kyoto custa a partir de cerca de R$ 528, enquanto a primeira classe fica em torno de R$ 720.

Outra possibilidade é o Japan Rail Pass, que permite viagens ilimitadas durante sete, 14 ou 21 dias. Os preços são de aproximadamente R$ 1.713, R$ 2.743 e R$ 3.426, respectivamente.

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A escolha entre comprar passagens individuais e o passe depende do roteiro e da quantidade de deslocamentos.

Hospedagem: há opções para diferentes bolsos

A hospedagem é normalmente o segundo maior gasto da viagem, mas o Japão oferece uma faixa ampla de preços.

Nas grandes cidades, há desde hotéis econômicos até estabelecimentos de alto padrão. Uma alternativa tradicional são os ryokans, hospedagens japonesas que costumam oferecer quartos com tatame, futons, banhos termais e refeições no próprio local.

Nesse caso, a experiência costuma custar mais, especialmente quando inclui refeições no estilo kaiseki, com diversos pratos preparados de acordo com a estação.

Comer no Japão pode custar menos do que você imagina

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Se passagens e hospedagem pesam no orçamento, a alimentação pode surpreender positivamente.

Segundo Roberto Maxwell, consultor e guia de turismo que vive no Japão desde 2005, é possível comer bem com diferentes orçamentos e até a alta gastronomia apresenta uma relação de custo-benefício competitiva com a de outros países.

O brasileiro Angelo Eduardo Kanashiro, que visitou o Japão pela primeira vez em maio deste ano, relatou ter feito boas refeições gastando entre 1.000 e 2.000 ienes, ou aproximadamente R$ 32 a R$ 65.

A variedade vai de restaurantes simples e redes populares a experiências gastronômicas de alto padrão.

O Japão também pode ser destino de compras

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O iene fraco ajuda não apenas nas despesas da viagem, mas também nas compras.

Roupas, relógios, eletrônicos, câmeras, acessórios e produtos de marcas japonesas podem apresentar preços competitivos para brasileiros. Kanashiro, por exemplo, afirma ter comprado um relógio Garmin por menos da metade do preço que pagaria no Brasil.

O sistema de compras tax-free, que permite ao turista recuperar o imposto sobre o consumo em estabelecimentos participantes, também ajuda. Mas haverá uma mudança importante a partir de 1º de novembro de 2026.

O benefício continuará existindo, mas o turista terá de pagar o imposto no momento da compra e solicitar o reembolso no aeroporto antes de deixar o Japão.

Quando é melhor viajar?

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Para quem busca temperaturas mais agradáveis, primavera e outono costumam ser as melhores opções.

A primavera, entre março e maio, é a temporada das cerejeiras. Em Tóquio e Kyoto, a floração normalmente começa no fim de março e dura cerca de duas semanas. É também um dos períodos mais disputados, com maior procura por hotéis e atrações.

No outono, entre setembro e novembro, ocorre o koyo, quando as folhas mudam de cor. Em Tóquio e Kyoto, o fenômeno costuma aparecer entre meados ou o fim de novembro e o início de dezembro.

O verão, entre junho e agosto, exige mais cautela. Além do calor e da umidade elevados, o período coincide com a temporada de chuvas e apresenta maior risco de tufões.

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Já o inverno, de dezembro a fevereiro, pode ser interessante para quem quer esquiar ou praticar snowboard. Destinos como Nagano, Niigata e Hokkaido recebem turistas em busca de neve, enquanto Sapporo realiza seu tradicional festival de inverno em fevereiro.

E para quem vai pela primeira vez?

Para Roberto Maxwell, o melhor é evitar transformar a viagem em uma corrida para marcar o maior número possível de atrações.

Para uma primeira visita de cerca de 15 dias, ele recomenda concentrar o roteiro em duas ou três cidades, com Tóquio e Kyoto como pontos de partida. Uma parada próxima ao Monte Fuji pode completar o roteiro.

Depois, a escolha de destinos pode seguir o interesse do viajante: Kagoshima para gastronomia, as montanhas de Kumamoto para águas termais, Hokkaido para paisagens e viagens de carro e regiões como Sado ou Shimane para quem procura uma experiência menos ligada ao turismo de massa.

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Redatora do Money Times
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), apaixonada por arte, cultura e tendências. Já trabalhou com comunicação persuasiva e criativa para marcas como Claro, iFood, Pepsico, Tesouro Nacional e BTG Pactual.
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), apaixonada por arte, cultura e tendências. Já trabalhou com comunicação persuasiva e criativa para marcas como Claro, iFood, Pepsico, Tesouro Nacional e BTG Pactual.

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