O ajuste fiscal pode aliviar a pressão na economia brasileira, mas e se não acontecer? Confira os cenários possíveis e onde investir em cada caso
O Brasil não enfrenta uma crise imediata de financiamento, mas o aumento do déficit primário, juros altos e o crescimento da dívida pública podem manter os ativos domésticos pressionados, na visão dos analistas da Empiricus Research.
Eles apontam que uma degradação gradual do ambiente econômico é mais provável do que uma ruptura abrupta. A consequência seria um cenário menos propício para investimentos, elevação da carga tributária e menor potencial de crescimento da economia do país.
Já um ajuste fiscal baseado principalmente no controle de despesas e melhora do resultado primário, poderia trazer alívio para a economia do país.
Pensando nisso, a Empiricus elaborou dois relatórios especiais com estratégias e investimentos para 2027: um para caso o Brasil não promova um ajuste fiscal e outro para o cenário em que a consolidação das contas públicas acontece.
E se não houver ajuste fiscal?
Os analistas apontam que caso a consolidação fiscal siga sem avanços significativos, a tendência é que a dívida pública aumente ainda mais e que os prêmios exigidos pelos investidores para financiar o governo sejam elevados.
Isso manteria a Selic alta por mais tempo, inflação, real fraco e pouco espaço para valorização dos ativos de risco domésticos.
Nesse ambiente, a estratégia do investidor pode privilegiar:
- Reduzir a dependência doméstica com diversificação internacional, exposição cambial e ouro;
- Preservar a liquidez;
- Crédito de emissores resiliente; e
- Instrumentos de proteção contra alta dos juros e queda da bolsa.
E se promoverem um ajuste fiscal?
Para os analistas, um ajuste fiscal crível exige a desaceleração das despesas obrigatórias, revisão de indexações e benefícios, limitação de exceções ao arcabouço e adoção de metas verificáveis.
“[O ajuste] poderia reduzir a percepção de risco do país e abrir espaço para uma dinâmica mais favorável para a economia e os mercados, com queda dos juros de longo prazo e reprecificação positiva dos ativos brasileiros”, afirmam no relatório.
Nesse caso, a carteira de investimentos pode priorizar:
- Ativos de renda fixa que se beneficiam da queda dos juros reais;
- Títulos de crédito de infraestrutura;
- Ativos domésticos que se beneficiam da queda dos juros.
Tudo isso sempre respeitando a diversificação e tolerância à volatilidade do perfil de cada investidor.
Veja como acessar os relatórios da Empiricus sobre os possíveis cenários fiscais do Brasil
Para saber mais sobre as estratégias e investimentos indicados para 2027, você pode acessar os dois relatórios especiais por meio da Empiricus+.
Nos relatórios, os analistas explicam o contexto fiscal do Brasil e o que pode acontecer no caso de um o ajuste fiscal acontecer ou não.
Além disso, você também terá acesso as recomendações de investimento para ambos os cenários, com ativos de renda fixa, ações e fundos imobiliários, entre outros.
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