AgroTimes

JBS (JBSS32) vira favorita da XP entre frigoríficos e vê potencial de alta de 69%; veja os motivos

07 out 2026, 11:07 - atualizado em 07 out 2026, 11:12
jbs-jbss32-acoes-resultados
(Foto: Divulgação JBS)

A JBS (JBSS32) passou a ser a principal recomendação da XP Investimentos, que reiterou a indicação de compra e estabeleceu preço-alvo de US$ 20,30 por ação, com potencial de valorização de 69% em relação à cotação de referência do relatório. A recuperação da operação de carne bovina nos Estados Unidos e perspectivas mais favoráveis para o negócio brasileiro sustentam a avaliação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No relatório, assinado por Leonardo Alencar, Leonardo Paiva e Arthur Devite, os analistas apontam a melhora das margens dos frigoríficos americanos como o principal gatilho para os papéis.

A XP projeta que o Ebitda — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — da operação de bovinos nos EUA passe de resultado negativo de US$ 226 milhões em 2026 para positivo de US$ 385 milhões em 2027. Na atualização anterior, as estimativas eram de perdas de US$ 765 milhões e US$ 41 milhões, respectivamente.

A revisão considera a retirada de capacidade de abate de aproximadamente 7 mil a 8 mil cabeças por dia na indústria americana, com o fechamento de uma planta da Tyson e a redução de um turno em Amarillo, além do processo de reabertura da fronteira com o México, segundo o relatório.

Nesse cenário, a corretora espera a primeira margem trimestral positiva da operação no terceiro trimestre de 2026. A expectativa se apoia na melhora da diferença entre os preços de venda da carne e os custos do gado, e não no aumento dos volumes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, a XP elevou suas projeções de Ebitda em 6% para 2026 e 19% para 2027, diante de exportações mais fortes e melhores preços no mercado doméstico. A casa cita a cota chinesa de 2027 e a cota de 300 mil toneladas para os Estados Unidos como fatores de apoio aos embarques.

Apesar do otimismo com essas duas operações, a atualização também trouxe cortes nas estimativas de outras unidades.

Para a Austrália, a XP reduziu em 15% a projeção de Ebitda de 2026. Embora a operação mantenha volumes recordes, a valorização do dólar australiano pressiona as margens das exportações, precificadas na moeda americana.

Na operação de suínos dos EUA, a estimativa caiu 9%, refletindo uma demanda mais fraca do que o esperado. Segundo os analistas, o consumo é mais concentrado em famílias de menor renda, mais expostas à inflação. Com a produção estável, o valor da carcaça recuou para níveis historicamente baixos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já para a Pilgrim’s Pride (PPC), a redução foi de 15%, diante da expectativa de margens menores por mais tempo. A indústria desacelerou a colocação de aves, mas ainda não promoveu cortes de capacidade, aponta a XP.

Na Seara, a projeção de Ebitda de 2026 subiu 4%. Ainda assim, os analistas avaliam que 2024 e 2025 marcaram o pico do ciclo e esperam margens próximas à parte inferior da faixa de 13% a 16% daqui para frente.

Na avaliação da corretora, a diversificação geográfica e a eficiência operacional deixam a JBS mais bem posicionada que seus pares. A companhia negocia a 5,5 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda estimado para 2027, considerando resultados que a XP classifica como de vale de ciclo.

A casa também aponta um retorno do fluxo de caixa livre sobre o valor de mercado de 8% e um rendimento projetado em dividendos de 8%, fatores que sustentam a tese enquanto o investidor aguarda a recuperação da operação de bovinos nos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar