JHSF (JHSF3): BBI vê 2T26 ‘positivo’ e reforça recomendação para ação, que sobe hoje
O Bradesco BBI avaliou como “positivo e em linha com as estimativas” o resultado do segundo trimestre de 2026 (2T26) da JHSF Participações (JHSF3), holding voltada a negócios de luxo, que foram divulgados pela empresa na véspera (13).
Em reação aos números, as ações da companhia sobem nesta sexta-feira (14) na bolsa de valores, negociando a R$ 10,71 por volta das 11h (de Brasília), com alta de 1,32% desde o início do pregão.
A título de comparação, o Ibovespa (IBOV), principal índice acionário da B3, caía 0,6% no mesmo horário, aos 166.156 pontos. Acompanhe o movimento em tempo real.
O 2T26 da JHSF e o que chamou a atenção do BBI
Entre abril e junho, a holding registrou lucro líquido consolidado de R$ 444 milhões, montante 81% maior que o apurado em igual período de 2025. O crescimento teve dois motivos principais.
Um deles foi a expansão da receita imobiliária, impulsionada, segundo o BBI, pelo reconhecimento de ganhos relacionados à alienação de todo o estoque de imóveis, numa operação acertada em dezembro de 2025.
À época, a JHSF vendeu R$ 5,2 bilhões em estoques residenciais para o JCDI11, fundo imobiliário estruturado e gerido pela própria JHSF Capital, gestora do grupo.
Do total, a empresa tem R$ 3,5 bilhões em receitas ainda a apropriar dessa venda, que entrarão no balanço conforme as obras dos projetos vendidos e que estão em construção avançarem.
Parte desse montante, porém, já foi reconhecida no segundo trimestre, contribuindo para o crescimento da receita e do lucro da companhia.
Renda recorrente
O segundo fator que contribuiu para o lucro da JHSF no 2T26 foi a performance crescente da sua rede de negócios de shoppings, hotéis, clubes, residências e aeroporto — divisão chamada internamente de “renda recorrente”.
Entre abril e junho, 43,5% do Ebitda e 32,3% do lucro líquido da holding vieram dos ativos de renda recorrente, que excluem a incorporação.
A área obteve lucro líquido de R$ 143,3 milhões no trimestre, queda de 27,7% em um ano, enquanto a receita líquida subiu 29,9%, para R$ 399,4 milhões.
De acordo com a companhia, a redução do lucro foi influenciada pela menor valorização das propriedades para investimento (PPI) no 2T26. No mesmo período do ano passado, esse efeito foi 55,6% maior.
“Tivemos o melhor segundo trimestre e o melhor primeiro semestre da história da companhia”, afirmou o presidente da JHSF, Augusto Martins.
“Isso mostra que a estratégia que foi desenvolvida nos últimos anos está dando os resultados”, completou, referindo-se à expansão do ecossistema de operações para atender os consumidores de alta renda.
O Bradesco BBI destacou ainda o forte crescimento da receita líquida consolidada, que alcançou R$ 936 milhões entre abril e junho, alta de 89% em base anual.
O banco também elogiou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que totalizou R$ 503 milhões, avanço de 103% na mesma comparação.
Além dos números financeiros, a casa ressaltou que os indicadores operacionais permaneceram fortes nas diferentes divisões da holding.
A receita líquida dos shoppings, por exemplo, cresceu 9,9% no 2T26, para R$ 93,7 milhões, com as vendas totais avançando 6%.
Já a divisão de Hospitalidade & Gastronomia “demonstrou resiliência”, segundo o BBI, com aumento anual de 6% das tarifas diárias médias.
Endividamento
Outro ponto destacado pelo banco foi a posição financeira do grupo. De acordo com o BBI, a JHSF encerrou o segundo trimestre com uma posição de caixa líquido de R$ 1,2 bilhão e alongou “com sucesso” o perfil de sua dívida. O montante, porém, caiu 36% em relação ao 1T26.
“A JHSF segue entregando forte execução operacional em seus segmentos de alta renda e possui excelente visibilidade de resultados futuros devido ao reconhecimento das vendas de ativos”, afirmou o BBI.
“Mantemos nossa recomendação de compra para os papéis, que negociam a múltiplos atrativos”, prosseguiu.