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UBS BB passa a tesoura nas ações da Vale (VALE3) com novo risco no radar; veja preço-alvo

29 set 2026, 18:58 - atualizado em 29 set 2026, 19:17
vale-vale3
Logotipo da Vale (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

Não bastassem a China e as preocupações com a demanda da economia global, a Vale (VALE3) ganhou mais um problema: a disparada do frete, algo que também virou uma dor de cabeça para a CSN (CSNA3), que despencou 9,85% nesta terça-feira.

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Mais cedo, o UBS BB passou a tesoura no preço-alvo das ações citando a expectativa de minério de ferro e frete ‘mais caros no longo prazo.’

O banco cortou o preço-alvo das ações da mineradora brasileira em R$ 8, de R$ 85 para R$ 77 nos próximos 12 meses. O valor ainda implica em um potencial de valorização de 8% sobre o preço de fechamento da última segunda-feira (28).

O American Depositary Receipt (ADR), ação negociada na Bolsa de Nova York (Nyse), também teve o preço-alvo reduzido de US$ 16,50 para US$ 15, um potencial salto maior, de 10%, ante o fechamento de ontem.

A recomendação, por sua vez, foi mantida como neutra.

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Segundo a equipe de analistas do UBS, a revisão reflete premissas de frete mais elevadas e projeções de embarques menores ao longo do segundo semestre de 2026 e de 2027, “que mais do que compensam o benefício de premissas mais altas para o preço do minério de ferro no longo prazo”.

“Embora a Vale continue oferecendo sólida geração de caixa e retorno aos acionistas, vemos uma relação risco-retorno mais equilibrada nos níveis atuais”, afirmou o banco em relatório.

Em reação, VALE3 encerrou o pregão desta terça-feira com queda de 2,18%, a R$ 69,61 e fechou o dia cotado abaixo de R$ 70 pela primeira vez no ano.

Minério de ferro mais caro

De olho na demanda, o UBS BB elevou a projeção de longo prazo para o minério de ferro para US$ 93 por tonelada, ante a estimativa anterior de US$ 85 e um consenso de aproximadamente de US$ 83 por tonelada.

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Na visão do banco, o mercado está subestimando uma nova fase da demanda por minério de ferro na próxima década, lidera pela pela mudança da China em direção à manufatura e pela ascensão do Sul Global, com cerca de 3 bilhões de pessoas, mais do que compensando a retração da demanda chinesa por aço.

Um suporte da curva de custos deve permanecer mais elevado do que os níveis atuais também entra nessa conta.

Além disso, os analistas esperam uma oferta mais apertada, devido a queda do teor do ferro, ao esgotamento de cerca de 800 milhões de toneladas — em sua maior parte ainda não comprometida —, ao uso contido de sucata e ao baixo capex geral em minério de ferro.

“Acreditamos que essas mudanças resultam em uma avaliação mais precisa das possíveis perspectivas futuras para oferta, demanda e equilíbrio do minério de ferro, destacando uma maior probabilidade de um mercado mais apertado no longo prazo e, consequentemente, de um preço de longo prazo mais elevado do que o esperado pelo consenso”, diz o relatório.

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O cenário do UBS BB também incorpora o impacto dos rendimentos mais elevados dos títulos de longo prazo, o que penaliza principalmente as empresas mais alavancadas.

Nesse contexto, dois fatores são determinantes: o grau de exposição aos preços do minério de ferro — maior entre as empresas mais concentradas no segmento e na companhia de royalties — e a sensibilidade ao aumento do diferencial entre minérios de diferentes qualidades, em um mercado cada vez mais segmentado.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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