Empresas

JP Morgan vê Vale (VALE3) “descontada demais” e eleva preço-alvo

22 maio 2026, 12:33 - atualizado em 22 maio 2026, 12:33
vale vale3 day trade
(Imagem: Reuters)

O J.P. Morgan elevou o preço-alvo da Vale (VALE3) de R$ 99 para R$ 104, reiterando recomendação overweight (equivalente à compra), em relatório no qual afirma que a mineradora “continua se destacando” como a ação mais descontada entre as grandes mineradoras globais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o banco, a Vale negocia a 4,9 vezes EV/Ebitda (valor da firma sobre geração operacional de caixa), abaixo da média de 6,9 vezes dos pares no cenário-base. Para os analistas Rodolfo Angele e Tathiane Candini, esse desconto “não reflete” a qualidade dos ativos, o histórico de execução e o potencial do portfólio da companhia.

“A Vale é simplesmente sólida demais para negociar com esse desconto”, dizem os analistas. Eles citam ativos de “classe mundial”, vantagens estruturais de custo, crescimento em cobre e uma tese de retorno ao acionista, com balanço saudável e alavancagem de 1,0 vez dívida líquida/Ebitda.

O banco também destaca que a Vale oferece os maiores retornos em geração de caixa e dividendos entre as mineradoras analisadas. No cenário de preços à vista, a companhia teria FCF yield (geração de caixa livre sobre valor de mercado) de 7,0% e dividend yield (retorno com dividendos) de 6,2%, acima das médias dos pares, de 4,4% e 4,1%, respectivamente.

A análise ocorre mesmo em meio a um cenário de minério de ferro ainda pressionado. O J.P. Morgan cita controles mais rígidos de capacidade siderúrgica na China, aumento de oferta com o projeto Simandou, na Guiné, e custos maiores de frete e energia. Ainda assim, o minério à vista se mantém em torno de US$ 108 por tonelada, acima da projeção do banco para 2026, de US$ 99 por tonelada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O J.P. Morgan manteve a recomendação overweight para a Vale, com preço-alvo de R$ 104 para a ação local e US$ 19,50 para o ADR negociado em Nova York.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar