Juros Futuros

Juros futuros registram forte avanço com Treasuries e petróleo

23 set 2026, 19:04 - atualizado em 23 set 2026, 19:05
Juros Selic 2
(Imagem: inkdrop)

A curva de juros futuros avançou nesta quarta-feira (23) acompanhando a disparada dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e o fortalecimento global do dólar.

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Dados mais fortes da maior economia do mundo ampliaram apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve promover mais duas doses de aperto monetário daqui até o final do ano.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu levemente, de 13,53% no ajuste da véspera para 13,555%.

O DI para janeiro de 2029 avançou a 13,795%, vindo de 13,67% no ajuste.

O DI para janeiro de 2031 aumentou de 13,864% para 13,985%.

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Às 18h01, o rendimento do T-Note de dois anos disparava de 4,747% a 4,895%, e o juro da T-Note de dez anos saltava de 4,970% a 5,115%.

A curva americana acentuou o ritmo de elevação ao longo da tarde, reagindo à igual movimento do petróleo, devido ao aumento das tensões entre Washington e Teerã e à ausência de progresso nas conversas entre os dois lados.

O que mexeu com os DIs hoje?

Na tarde desta quarta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a reunião de terça com autoridades iranianas foi “positiva”, mas sem avanço nas negociações. E o barril do Brent para dezembro, que serve de referência para a Petrobras, fechou cotado a US$ 98,12, com alta de quase 3%.

Dando mais impulso aos títulos soberanos norte-americanos, os índices gerais de compras (PMIs, na sigla em inglês) preliminares dos serviços e da indústria do país, publicados mais cedo, não só subiram, contrariando perspectivas do mercado, como também atingiram níveis mais altos desde 2022.

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“O movimento na curva americana foi muito expressivo. Os PMIs vieram bastante acima do previsto e, não isoladamente, complementam um quadro de inflação pressionada nos Estados Unidos, o que se junta à alta do petróleo”, afirma o economista do BV Carlos Lopes. Em sua visão, o deslocamento para cima da curva de juros local nesta quarta pode ser “quase totalmente” creditado ao ambiente externo.

Embora haja, no mercado, várias estimativas de que o fluxo de navegação no estreito de Ormuz – por onde escoa um quinto do petróleo global – tenha mostrado alguma recuperação nos últimos meses, qualquer percepção de que o fluxo pode ser interrompido ainda afeta as cotações da commodity energética, diz Lopes.

Em entrevista a um podcast publicada nesta quarta, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que o BC americano pode precisar tratar o atual choque de energia como uma fonte de inflação persistente, em vez de esperar que ele se dissipe por conta própria em breve.

Para Carl B. Weinberg, economista-chefe da High Frequency Economics, mesmo que o Irã anuncie o desbloqueio total de Ormuz amanhã, a redução dos estoques globais e os danos causados à infraestrutura do setor petrolífero na região do Golfo Pérsico indicam que a oferta seguirá limitada.

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No cenário doméstico, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, publicada antes da abertura dos negócios, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem tecnicamente empatados em eventual segundo turno, mas com ligeira vantagem do petista, que aparece com 47,7% das intenções de voto, contra 47,4% de Flávio.

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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