Juros futuros têm queda com alívio nos preços do petróleo e à espera de Copom
A curva de juros futuros acompanhou o recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA em breve alívio dos preços do petróleo e redução das tensões geopolíticas. O mercado também entrou em compasso de espera pela próxima decisão de política monetária no Brasil.
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou próximo da estabilidade a 13,805%, ante 13,810% do fechamento anterior.
Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações a 13,980% ante 14,130% do fechamento anterior, queda de 15 pontos-base.
A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, caiu 16 pontos-base e terminou o dia a 14,415% ante 14,580% do fechamento da última sexta-feira (31).
O mercado de títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, caíram também com alívio das tensões geopolíticas.
Por volta de 18h (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,241% ante 4,291% do ajuste anterior.
Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — recuava para 4,676%, de 4,745% do fechamento da última sexta-feira.
O que mexeu com os DIs hoje?
Além do alívio nas tensões geopolíticas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender novos ataques contra o Irã, o mercado de juros futuros reagiu à nova pesquisa eleitoral.
O levantamento BTG/Nexus mostrou um pequeno avanço do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ante o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a pesquisa, , Lula tem 46% das intenções de voto em eventual segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 45% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. No levantamento anterior, Lula tinha 47% e Flávio somava 43%.
Os números sugeriram que, ao contrário do que mostraram pesquisas de outros institutos, Flávio não está tão distante de Lula – cuja candidatura, principalmente por conta da política fiscal, gera desconfiança em parte do mercado.
Os investidores também seguiram consolidando nesta segunda-feira as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortará novamente a taxa básica Selic esta semana. A expectativa é de uma nova redução de 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14,25% ao ano.
Na atualização mais recente, a precificação das Opções do Copom negociadas na B3 apontavam 93,5% de chance de redução de 0,25 ponto percentual na Selic em agosto, contra 6,5% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25% ao ano.
Para o encontro seguinte, em setembro, a precificação indica 65% de probabilidade de novo corte de 0,25 ponto percentual, contra 27,5% de chance de manutenção.
*Com informações de Reuters