Economia

Juros rotativos chegam a 445,7% ao ano; veja os planos do governo para mudar isso

29 ago 2023, 13:41 - atualizado em 29 ago 2023, 13:41
juros, crédito
Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei para limitar os juros em 100%. (Imagem: rattanakun)

O Banco Central divulgou as suas estatísticas monetárias e de crédito. De acordo com o documento, os juros rotativos do cartão de crédito subiram 8,7 pontos percentuais em julho, chegando a 445,7% ao ano.

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No último dado divulgado, em junho, a taxa era de 437,0%. Já no mesmo período do ano passado, os juros estava em 394,93%.

Vale ressaltar que tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei (PL) que pretende limitar os juros rotativos do cartão de crédito em 100%. O setor bancário tem até 90 dias para apresentar outra alternativa.

A proposta estabelece que o valor da dívida com juros rotativos não pode ser maior que a dívida principal, além das pessoas poderem solicitar a portabilidade da dívida do cartão de crédito para outras instituições.

Juros: Quais são as propostas discutidas pelos bancos até então?

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As discussões no setor bancário giram em torno de quatro opções para que ambos os lados (bancos e população) não saiam prejudicados. São elas:

  • O fim do parcelamento sem juros;
  • A limitação de parcelas sem juros;
  • Limitação em 100% durante apenas um ano; e
  • Um dispositivo que expresse poder do CMN para tratar do parcelado.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a falar sobre algumas alternativas discutidas pelo setor bancário para cessar o aumento de inadimplência no país, em entrevista ao Poder360. Uma das opções seria a diminuição no número de parcelas oferecidas pelos bancos. Segundo Campos Neto, limitar os juros rotativos pode provocar uma redução da oferta de cartões e no crédito disponível para consumo.

Nas redes sociais da Febraban, nesta sexta-feira (25), a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitoria, opinou sobre o debate entre governo e bancos. “Acredito que assim como limitar a taxa de juros do rotativo não é uma boa ideia, limitar a quantidade de parcelas também não seja uma boa opção. São limitações que vão prejudicar o próprio consumidor”, disse.

A economista defende que melhor alternativa seja que as empresas varejistas deixem claro os valores dos juros embutidos no produto final para que a pessoa possa escolher de forma mais consciente e até optar pela compra à vista, já que essa modalidade “sem juros”, de acordo com Vitoria, não existe.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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