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Klabin (KLBN11) ou Suzano (SUZB3): Santander vê melhora no 2T26, apesar de pressão para custos; uma ação pode disparar 72%

03 ago 2026, 16:23
suzano klabin klbn11 suzb3
(iStock.com/Elena Bionysheva-Abramova)

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 deve ser mais favorável para as empresas de papel e celulose, com a recuperação dos preços da commodity compensando parte da pressão sobre os custos de produção. Ainda assim, o Santander avalia que o cenário segue desafiador e mantém preferência por uma companhia no setor. Fica a dúvida, qual a melhor ação para ter na carteira: Klabin (KLBN11) ou Suzano (SUZB3)?

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Em relatório de prévia, o banco estima que o Ebitda médio do setor avance cerca de 6% na comparação trimestral, refletindo principalmente os preços mais elevados da celulose de fibra curta (hardwood), especialmente na Europa, e a melhora dos preços realizados pelas empresas brasileiras.

Entre as empresas sob cobertura, o Santander mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para Suzano, que continua sendo sua principal escolha no segmento, com preço-alvo de R$ 75 (potencial de alta de 72,97%).



O banco vê a Suzano entregando um Ebitda consolidado de R$ 4,6 bilhões no segundo trimestre, alta de 1% em relação ao trimestre anterior, e margem de 41%. A divisão de celulose deve gerar R$ 4,1 bilhões de Ebitda, beneficiada por preços realizados próximos de US$ 600 por tonelada.

Por outro lado, os analistas destacam que o desempenho da companhia deve continuar pressionado por menores volumes de vendas, reflexo das paradas programadas para manutenção nas fábricas de Jacareí, Mucuri II e Três Lagoas, além do corte de produção anunciado pela empresa em 2025. Os custos também devem subir, impactados pela menor diluição das despesas fixas e pela alta dos combustíveis em meio às tensões no Oriente Médio.

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Para a Klabin, a expectativa é de um desempenho ligeiramente melhor na comparação trimestral. O Santander projeta Ebitda consolidado de R$ 1,735 bilhão, avanço de 4% sobre o primeiro trimestre, embora ainda represente queda de 15% frente ao mesmo período de 2025. Os analistas recomendam compra e preço-alvo de R$ 29 para a ação (potencial de alta de 58,64%).



Segundo o time, a companhia deve se beneficiar da resiliência dos preços da celulose de fibra curta, do fortalecimento do mercado europeu e do bom momento da celulose fluff, cujos preços seguem em alta. O segmento de papel também deve apresentar um ambiente mais favorável, impulsionado pela recuperação dos preços do kraftliner e pelo fechamento de capacidade produtiva nos Estados Unidos.

Além disso, o Santander espera crescimento nas vendas de caixas de papelão ondulado, em linha com a expansão do mercado, e uma recuperação do segmento de sacos industriais, sustentada pela melhora da atividade da construção civil no Brasil.

Apesar da melhora esperada para ambas as empresas, o banco avalia que a recuperação dos preços da celulose tende a ser parcialmente compensada pela inflação de custos, mantendo um cenário ainda desafiador para o setor ao longo do trimestre.

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Enquanto a Klabin divulga seus resultados no dia 5 de agosto, antes da abertura do mercado, a Suzano reporta seus números no dia 12 de agosto, após o fechamento do mercado.

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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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