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SLC Agrícola (SLCE3): após cortes, Citi volta a elevar preço-alvo; o que mudou?

17 set 2026, 10:53
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Embora possa sustentar os preços agrícolas, o El Niño representa um risco para a produtividade da SLC Agrícola na safra 2026/27. (Foto: Divulgação)

O Citi elevou o preço-alvo da SLC Agrícola (SLCE3) de R$ 14,50 para R$ 18, um aumento de 24,1%, após revisar suas projeções de resultados e incorporar perspectivas mais favoráveis para as margens da companhia. Apesar da mudança, o banco manteve a recomendação neutra para as ações. Em junho e julho, o banco havia reduzido o preço-alvo para a ação.

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No relatório divulgado na quarta-feira (16), os analistas atualizaram o modelo com os dados do segundo trimestre de 2026 e novas estimativas macroeconômicas e para as commodities.

O banco aumentou as projeções de Ebitda para 2027 e 2028, refletindo custos de produção inferiores aos previstos anteriormente e preços mais elevados dos produtos agrícolas. Segundo o Citi, a valorização das commodities provavelmente reflete, entre outros riscos, preocupações com a possibilidade de um Super El Niño.



O fenômeno climático, porém, também ajuda a explicar a cautela com a ação. Embora possa sustentar os preços agrícolas, o El Niño representa um risco para a produtividade da SLC na safra 2026/27, em razão de seus possíveis impactos no Brasil.

Além da incerteza climática, o Citi aponta uma geração de caixa livre ainda limitada no curto prazo. O banco estima um retorno do fluxo de caixa livre recorrente sobre o valor de mercado de 1% a 3% em 2026 e 2027. Já o múltiplo entre o valor da empresa e o Ebitda fica entre 6,4 e 6,6 vezes.

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Ainda assim, os analistas enxergam espaço para um cenário melhor que o projetado caso os preços dos grãos e do algodão superem suas estimativas.

Entre os fatores que poderiam sustentar essas cotações, o relatório cita a seca nos Estados Unidos, possíveis interrupções na região do Mar Negro, preços mais altos do poliéster e o aumento dos custos de produção de grãos, principalmente com energia e fertilizantes.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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