Klabin (KLBN11): Safra eleva recomendação e vê espaço para valorização das ações de quase 30% até dezembro
Com queda de quase 11% no acumulado do ano, o Safra avalia que o sentimento mais fraco para o setor de papel e celulose já foi precificado pelas ações da Klabin (KLBN11), o que abre espaço para a retomada de valorização do papel.
O banco elevou a recomendação das ações KLBN11 de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 21,10 para o fim deste ano, o que representa um potencial de valorização de 26,8% sobre o preço de fechamento anterior.
Para os analistas, os papéis foram pressionados pela combinação de apreciação das moedas locais e ceticismo dos investidores quanto à sustentabilidade da recente recuperação dos preços da celulose.
“A fraqueza recente já precifica boa parte do cenário desafiador para celulose e papel, tornando o risco-retorno mais atrativo”, avaliaram Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro.
Especificamente de Klabin, a dupla de analistas do Safra ainda vê risco nos volumes de papel, já que exportações fortes no ano podem refletir antecipação de embarques de carne bovina para a China antes de limites de tarifa, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade no segundo semestre deste ano.
Nesta terça-feira (2), as ações operam em alta. Por volta de 11h20, KLBN11 subia 0,48%, a R$ 16,72.
KLBN11: visão positiva, mas não a preferida
Ainda no relatório, o Safra reiterou a preferência pelas ações da Suzano (SUZB3), com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 53 no fim deste ano, o que representa um potencial de valorização de 30,4% sobre o preço de fechamento anterior.
Para os analistas, SUZB3 é o melhor nome da cobertura, dado maior exposição à celulose, rendimento do Fluxo de Caixa Livre (yield de FCF) mais forte e valuation atrativo.
“Destacamos também o esforço da companhia em ampliar contratos de longo prazo, o que pode melhorar a visibilidade deresultados, reduzir volatilidade e sustentar múltiplos mais altos”, afirmaram os analistas.
Já CMPC (CMPC), negociada na bolsa do Chile, é a “menos preferida” na América Latina. O Safra tem recomendação neutra com preço-alvo de 1.310 pesos chilenos, o que implica em um potencial de valorização de 22,8% sobre o preço de fechamento anterior.
Os analistas veem uma tese de investimento mais fraca em relação aos pares brasileiros. “A CMPC apresenta maior alavancagem e pode entrar em um ciclo mais intenso de capex, o que tende a pressionar o equity,” afirmaram os analistas.