Próximo de sair da bolsa, Helbor (HBOR3) tem queda nas vendas no 2T26 com ausência de lançamentos
A Helbor (HBOR3) divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre de 2026, marcada pela ausência de lançamentos no período e pela desaceleração das vendas.
A incorporadora vendeu R$ 338,5 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), queda de 27,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e de 19,4% na comparação com os três primeiros meses de 2026.
A participação da companhia nas vendas foi de 62,5%, enquanto a velocidade de vendas (VSO) ficou em 11,3%.
Segundo a empresa, o desempenho foi impactado principalmente pela falta de novos empreendimentos lançados entre abril e junho.
No primeiro semestre, a Helbor lançou apenas dois projetos, com VGV líquido total de R$ 469,7 milhões, abaixo dos quatro empreendimentos lançados no mesmo período de 2025.
Os distratos somaram R$ 66 milhões no trimestre, redução de 49% em relação ao segundo trimestre do ano passado.
A companhia destacou que todas as 100 unidades devolvidas foram revendidas ainda no período, com ganho médio de 9% sobre o preço original, o que, segundo a Helbor, reforça a atratividade dos empreendimentos e a eficiência da operação comercial.
Outro indicador que recuou foi o volume de repasses, que totalizou R$ 204,8 milhões no trimestre, queda de 51,7% na comparação anual.
A empresa atribuiu o desempenho à ausência de entregas de empreendimentos no período, diferentemente do segundo trimestre de 2025, quando três projetos foram concluídos.
Apesar do trimestre mais fraco em vendas e repasses, a Helbor encerrou junho com um landbank de R$ 11,6 bilhões em VGV potencial, dos quais 74% correspondem à participação da companhia.
Segundo a incorporadora, a atualização da carteira de terrenos refletiu principalmente o aumento dos custos de construção dos projetos.
Helbor: Próximo de sair da bolsa
A prévia ocorre em meio ao anúncio da oferta pública (OPA) da HBR Realty (HBRE3) para comprar a totalidade das ações da Helbor e fechar o capital da companhia foi recebido com forte ceticismo pelo mercado financeiro.
Na avaliação de fontes procuradas pelo Money Times, a reação negativa pode ser explicada por uma combinação de fatores que vão desde a estrutura da oferta até as incertezas em relação à companhia que permanecerá listada na B3.
Segundo Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, um dos principais motivos que desagradaram os investidores foi a forma de pagamento da OPA.
Isso porque, pela proposta, os acionistas da Helbor não receberão dinheiro pelas ações hoje detidas. Em vez disso, cada papel da incorporadora será trocado por 0,81553398 ação ordinária da HBR.
Em outras palavras, os atuais investidores da HBOR3 vão virar acionistas da HBRE3, já que a Helbor, se aprovada a OPA, sairá do Novo Mercado da B3 e se tornará uma subsidiária integral da HBR.