Comprar ou vender?

Light (LIGT3): XP reduz preço-alvo, mas projeta ganhos com revisão tarifária e regulação; hora de comprar?

26 jun 2026, 11:22 - atualizado em 26 jun 2026, 11:22
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(Imagem: Facebook/Light)

A XP Investimentos revisou suas estimativas para a Light (LIGT3), reduziu o preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 6,30 para R$ 5,50 por ação e manteve a recomendação de compra. Segundo a corretora, a atualização reflete ajustes no modelo da companhia e uma reavaliação dos cenários para a revisão tarifária e possíveis mudanças regulatórias.

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Na visão da XP, a Light negocia a um retorno real implícito (IRR) de 18,5% e 0,8 vez EV/RAB projetado para 2027. A corretora avalia que a percepção de risco da companhia ainda é elevada, mas pode diminuir nos próximos 12 meses.

A XP estima que o EBITDA da distribuidora pode passar de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,3 bilhões após a revisão tarifária. Além disso, vê potencial de até R$ 400 milhões adicionais caso avancem as discussões regulatórias sobre perdas em áreas de risco e inadimplência.

Reconhecimento de perdas regulatórias

Segundo a XP, a revisão tarifária deve elevar o reconhecimento das perdas regulatórias incorporadas às tarifas, de cerca de 41% para aproximadamente 55% a 60%. A corretora também espera aumento do custo regulatório de capital (WACC) e possível elevação das despesas operacionais regulatórias (Opex).

Em conjunto, esses fatores podem adicionar cerca de R$ 1,1 bilhão ao EBITDA da Light e reduzir em aproximadamente R$ 800 milhões a diferença entre o EBITDA regulatório e o desempenho atual da companhia.

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A XP também destaca como potenciais catalisadores uma nova metodologia da Aneel para reconhecer perdas em áreas de alto risco e a atualização da base de cálculo da inadimplência regulatória. A corretora estima que essas mudanças possam gerar até R$ 400 milhões adicionais de EBITDA. No cenário-base, entretanto, a XP considera apenas metade desse potencial, o que já está parcialmente refletido no novo preço-alvo.

Na atualização do modelo, a XP reduziu sua estimativa para a base regulatória de ativos líquidos (RAB) da Light de R$ 13,5 bilhões para R$ 11 bilhões após revisar as projeções de investimentos da companhia. A corretora também passou a considerar R$ 4 bilhões em prejuízos acumulados que poderão reduzir o pagamento de impostos em caixa.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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