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Lula diz que Uruguai cedeu ao Brasil parte da cota de exportação de carne bovina à China

21 set 2026, 14:51
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 27 de julho de 2026. REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Uruguai autorizou o Brasil a utilizar parte do excedente de sua cota de exportação de carne bovina para a China, em um momento em que os frigoríficos brasileiros já atingiram o limite destinado ao país em 2026.

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“Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China”, afirmou Lula em publicação no X, após encontro com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, em Nova York.

A medida pode abrir espaço adicional para os embarques brasileiros ao principal destino da carne bovina do país. Desde o início de 2026, a China adota um sistema de salvaguardas para as importações da proteína, com cotas específicas para seus principais fornecedores.

Para o Brasil, o limite estabelecido para este ano foi de 1,106 milhão de toneladas. Dentro da cota, a carne brasileira entra no mercado chinês com tarifa de importação de 12%. Os volumes que ultrapassam o teto estão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, segundo o Ministério da Agricultura.

O rápido preenchimento da cota já afetou o ritmo das vendas brasileiras. Em agosto, as exportações de carne bovina in natura do Brasil para a China somaram apenas 16 mil toneladas, queda de 89,8% ante as 158 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025.

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A China é um mercado central para a indústria frigorífica brasileira. O limite de 1,106 milhão de toneladas estabelecido para 2026 ficou cerca de 35% abaixo das aproximadamente 1,7 milhão de toneladas embarcadas pelo Brasil ao país asiático em 2025.

A preocupação do setor já se estende a 2027. A cota brasileira para o próximo ano foi fixada em 1,128 milhão de toneladas, apenas 22 mil toneladas acima do volume de 2026. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) vem discutindo com o governo uma forma de administrar os embarques para evitar que o limite seja novamente consumido nos primeiros meses do ano.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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