Fundos de Investimento

Foco na América Latina: Maior fundo de reflorestamento levanta R$ 6,2 bilhões com participação de Vale (VALE3) e BNDES; veja detalhes

29 abr 2026, 10:57 - atualizado em 29 abr 2026, 10:57
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Maior fundo de reflorestamento levanta R$ 6,2 bilhões com participação de Vale (VALE3) e BNDES; veja detalhes (Imagem: Pixabay/ RoadLight)

A Europa costuma liderar as discussões sobre sustentabilidade e iniciativas ESG (Ambiental, Social e Governança, em português). Mas, desta vez, a América Latina roubou a cena com o maior fundo de reflorestamento fechado até hoje, gerido pelo BTG Pactual Timberland Investment Group (BTG Pactual TIG).

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O veículo obteve captação de US$ 1,24 bilhão em compromissos, segundo informações divulgadas nessa terça-feira (28). Na cotação atual, o valor representa cerca de R$ 6,2 bilhões.

O montante será direcionado para conservar, restaurar e reflorestar aproximadamente 270 mil hectares de paisagens degradadas em países da América Latina, em parceria com a empresa ambiental Conservation International. O objetivo inicial era levantar US$ 1 bilhão.

Cabe lembrar que, ao captar em compromissos, o fundo não recebe os valores imediatamente e há aportes ao longo do tempo.

Entre os investidores da estratégia, estão instituições de peso, incluindo bancos de desenvolvimento, fundos de pensão, empresas de capital aberto e organizações ambientais.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por exemplo, dispôs de R$ 300 milhões para o fundo, com aprovação ainda no ano passado, em dezembro.

Já a Vale (VALE3) afirmou que a participação no investimento está relacionada ao objetivo de ESG da mineradora, com a Meta Florestal 2030.

“Projetamos esta estratégia para demonstrar que a restauração em escalas de paisagem pode entregar resultados tanto ambientais quanto comerciais”, disse Gerrity Lansing, Head do BTG Pactual TIG.

Estratégia de reflorestamento

Os investimentos serão direcionados para países latino-americanos no geral, mas um dos focos deve ser a recuperação do Cerrado brasileiro, “onde a restauração em larga escala é urgentemente necessária”, afirma a gestora de ativos florestais.

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A estratégia do fundo é restaurar 135 mil hectares de florestas nativas, além de plantar árvores em outros 135 mil hectares em fazendas florestais comerciais geridas de forma sustentável e que sejam certificadas pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC).

Dados do BTG Pactual TIG indicam que cerca de 29 milhões de árvores já foram plantadas em mais de 25 mil hectares de terras degradadas no Brasil.

Agora, segundo a gestora, 20 mil hectares estão sob conservação, enquanto a restauração de vegetação nativa já foi iniciada em outros mais de 20 mil hectares.

O fundo também mapeia diferentes espécies de plantas e animais, além de riachos que estão sob proteção ambiental.

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Outro reflexo que tem sido avaliado nas estimativas é a geração de empregos. A gestora acredita que, com a implementação total da estratégia, a criação de cerca de 2,7 mil trabalhos diretos e indiretos será uma consequência.

Gestora com foco em ativos florestais

O BTG Pactual TIG é uma das maiores gestoras de investimentos em florestas do mundo, com administração de US$ 7,5 bilhões em ativos e compromissos, cerca de R$ 37,4 bilhões na cotação atual, e cerca de 1,2 milhão de hectares nos Estados Unidos e América Latina.

Ao longo do mês de abril, a gestora já havia divulgado outra estratégia inicial de investimentos florestais no valor de US$ 370 milhõesR$ 1,8 bilhão.

Na ocasião, a instituição afirmou que o movimento marcava o início de uma captação mais ampla, com a meta de atingir US$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos cinco anos.

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A estratégia segue o modelo chamado “core”, com foco em ativos florestais de grande escala e gestão sustentável.

Os US$ 370 milhões devem se concentrar em três mercados da região — Chile, Uruguai e Brasil — com diversificação entre geografias, condições climáticas, espécies cultivadas e consumidores.

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