ONU

Novo mapa-múndi é aprovado pela ONU e corrige distorções históricas no tamanho dos continentes

08 set 2026, 14:22
Novo mapa-múndi Terra Igual Equal Earth
Novo mapa-múndi: a projeção "Equal Earth". Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou em Assembleia Geral a adoção da projeção Terra Igual (Equal Earth) como novo mapa-múndi.

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Integrante da proposta “Corrija o Mapa”, o modelo busca retratar os continentes com proporções mais próximas da realidade, especialmente as das massas de terra localizadas ao norte e ao sul da linha do Equador.

Com isso, regiões como a Groenlândia, a Rússia e a Antártica aparecem menores, enquanto a África, a América Latina e o Sul da Ásia ganham proporções maiores e mais próximas da realidade.

Segundo a própria ONU, essa seria uma ”forma mais justa de mostrar algumas regiões do mundo”, e um ato de justiça cognitiva e reparação memorial”, incentivando a compreensão mútua entre os povos.

Essa avaliação foi compartilhada entre a maioria dos países-membros durante a Assembleia Geral: 164 votaram a favor da mudança, enquanto os Estados Unidos foram o único voto contrário.

Veja o novo mapa-múndi

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O modelo Terra Igual foi concebido pela União Africana e apresentado como a projeção cartográfica que representaria, com maior precisão, as dimensões de todos os continentes — especialmente as da África.

A principal projeção cartográfica utilizada atualmente é a de Mercator. Desenvolvido no século 16 para fins de navegação, o modelo amplia visualmente áreas próximas aos polos e diminui as próximas do Equador, distorcendo o tamanho real dessas regiões

Ele continua sendo amplamente utilizado em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais — o que, para a ONU, “perpetua uma visão desequilibrada do mundo”.

Comparaçao entre mapa-múndis
Comparação entre as projeções de Mercator e Terra Igual (Equal Earth). Imagem: Reprodução/GeoOne

Com apoio da União Africana, a organização internacional defende que os mapas são ferramentas educacionais, científicas e culturais fundamentais, capazes de “moldar a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

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Por isso, a projeção de Mercator reforçaria “vieses históricos” e geraria impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos. Segundo a ONU, a correção dessas distorções promoverá “reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

Adoção do novo mapa-múndi

A expectativa é que a projeção Terra Igual seja gradualmente adotada por organizações internacionais, governos, instituições de ensino e outras entidades ao redor do mundo.

Vale lembrar ainda que a iniciativa não significa que a projeção de Mercator será imediatamente abandonada, nem que as distorções deixarão de existir.

Afinal, qualquer representação da Terra continua exigindo deformações em alguma medida, ainda que elas sejam transferidas para outras propriedades geográficas.

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*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Atualmente, estagiária de redação do Money Times e do Seu Dinheiro.

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