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Desempenho desigual: O que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

05 maio 2026, 7:00 - atualizado em 04 maio 2026, 14:35
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto) ID da foto: 862758024
Alta do petróleo pressiona construtoras no 1T26; veja quem se destaca, segundo o Santander (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)

Chegou a vez do setor imobiliário reportar os números do primeiro trimestre de 2026 (1T26) e as expectativas, segundo o Santander, são de “resultados mistos”, com as companhias sentindo o impacto negativo da alta do petróleo nos custos de construção.

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O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços.

No segmento de baixa renda, apoiado especialmente pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), a instituição diz que, ao considerar apenas as margens brutas, Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3) devem apresentar relativa estabilidade nos números.

Cury (CURY3) e Plano&Plano (PLPL3) tendem a mostrar compressão na comparação trimestral, pressionadas por descontos nas vendas e revisões de orçamento.

Baixa renda: receita forte ainda sustenta resultados

A Tenda abre a temporada de divulgação do setor nesta terça-feira (5), após o fechamento do mercado, com expectativa de números sólidos. O Santander projeta receita líquida de R$ 1,2 bilhão, alta de 40% em um ano, impulsionada por pré-vendas mais fortes.

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Segundo o banco, a margem bruta consolidada da companhia deve atingir 31,4%, avanço de 1,4 ponto percentual frente ao trimestre anterior, com estabilidade na operação principal, mas impacto negativo ainda vindo da subsidiária Alea.

Para a Direcional, a expectativa também é positiva. A casa projeta receita de R$ 1,2 bilhão (+28,6% em um ano), com margens estáveis em 40,7%.

Já a MRV deve ter um 1T26 mais fraco. Isso porque, de acordo com a instituição, apesar do avanço de receita — estimada em R$ 2,67 bilhões (+18,6% em um ano) — o lucro líquido tende a cair na comparação trimestral, pressionado por despesas financeiras mais elevadas.

Segundo o Santander, no consolidado, o grupo MRV&Co deve registrar prejuízo, ainda refletindo perdas na Resia, a operação norte-americana.

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Pressão de margem pesa para Cury e Plano&Plano

A Cury, por sua vez, deve apresentar crescimento de receita e lucro, mesmo com pressão de custos. O Santander estima receita líquida de R$ 1,6 bilhão (+27,9% em um ano), com avanço das obras e bom desempenho de vendas compensando a revisão de orçamentos.

Já a Plano&Plano deve ter um dos trimestres mais fracos entre os pares. A casa projeta lucro líquido de R$ 41,6 milhões, queda anual de mais de 50%, afetado por crescimento mais lento e pressão nas margens, diante de descontos nas vendas.

Médio e alto padrão: desempenho desigual

No segmento de médio e alto padrão, o Santander acredita que a Moura Dubeux (MDNE3) deverá se destacar em termos gerais, enquanto a Cyrela (CYRE3) pode apresentar resultados razoáveis.

Por outro lado, a Eztec (EZTC3) tende a mostrar compressão de margem, apesar do bom desempenho em vendas, impactada pela maior participação de projetos recentes.

Confira as projeções do Santander para as construtoras no 1T26:

EmpresaReceita estimada (R$)Variação anualLucro líquido estimado (R$)Variação anual
Tenda1,2 bilhão+40,0%124,2 milhões+65,0%
Direcional1,15 bilhão+28,6%200,9 milhões+22,1%
MRV&Co2,82 bilhões+23,5%-65,4 milhões
Cury1,55 bilhão+27,9%289,7 milhões+35,7%
Plano&Plano727,3 milhões+8,2%41,6 milhões-52,5%
Moura Dubeux627,8 milhões+43,0%136,2 milhões+94,0%
Eztec361,2 milhões+16,0%100,9 milhões+7,3%
Cyrela2,23 bilhões+14,3%376,5 milhões+14,8%
Even336,4 milhões-0,2%31,6 milhões-41,3%

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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