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MBRF (MBRF3): J.P. Morgan corta preço-alvo da ação e reduz Ebitda para R$ 13,2 bilhões neste ano

20 maio 2026, 12:30 - atualizado em 20 maio 2026, 12:30
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(Foto: Divulgação)

O banco J.P. Morgan cortou o preço-alvo da MBRF (MBRF3) de R$24,50 para R$21,50, mas manteve recomendação overweight (equivalente à compra) para a ação.

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Em parte, o corte segue as novas projeções para a casa no ano. O J.P. reduziu o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) estimado da MBRF para 2026 em 2%, para R$13,2 bilhões — ainda 3% acima do consenso do mercado. Para 2027, a queda foi de 7%, para R$13,1 bilhões.

Entre os motivos para a revisão das projeções estão a expectativa de desvalorização do real em 4% e 9% neste ano e no próximo, respectivamente, e o adiamento em cerca de um ano da recuperação do ciclo do gado nos Estados Unidos. O banco agora projeta margens Ebitda para a National Beef — subsidiária da MBRF — de 1,1% em 2026 e de 2,5% em 2027.

“Acreditamos que as ainda modestas taxas de retenção de novilhas, as pastagens secas e, eventualmente, uma maior concorrência com carne bovina importada levarão as margens do setor a permanecerem deprimidas por um período prolongado”, discorre o relatório.

O banco também vê um fluxo de caixa livre para o acionista negativo em R$180 milhões, ao considerar 2026 um “ano de piso”, ou seja, o pior momento do ciclo de resultados para lucro e geração de caixa livre.

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Apesar desse cenário, o J.P. disse que espera melhora gradual nos resultados e uma base de comparação anual menos exigente. A casa cita ainda o comentário da MBRF de que os volumes vêm melhorando ao longo do trimestre.

“À medida que a empresa amplia capacidade, a expectativa é de crescimento de volumes no ano cheio (projetamos apenas 0,1% de crescimento em 2026, mas vemos expansão de cerca de 20% em três anos)”, escrevem os analistas do banco.

O relatório destaca o segmento de frango in natura, cuja oferta e demanda estão mais equilibradas, mesmo diante da escalada dos preços do frango desde o início do conflito no Irã. O J.P. menciona possível melhora das margens do segmento em abril e maio, tanto no mercado doméstico quanto no internacional.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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